terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Voz da cidade muda


Em possibilidade,
Tantas árvores plantadas,
Tantas pontes erguidas,
Tanta vaidade
E casas pintadas,
Percianas subidas,
Tantas sementes,
Que podiam ser árvores
E todos os esboços de nós
Não sido sonhos dormentes;
E todos os outros acordados,
São também voz
E ocupam os feitos pendentes...

Assim, Grandes,
Poderosos, gigantes
Se na nossa pequena cidade
Quase uma aldeia
Onde há por aí,
Um café da saudade
E uma mente alheia.
Está visto que caí
E hoje subo degrau a degrau
Da nossa avenida
Das nossas ruas
Assim, demolido o mau
Sempre! E não estou! Nem de ida...
Nem de regresso...

Estou devorada
Pela paixão do que segue
E só pára na calçada...
Não te zangues com o mundo!
Não há nada que o carregue,
A zanga é tua!
E é nossa a rua!
De braço ao vento
A cidade é grande
E há cores na lua
Em círculos,
Da luz que a rodeia
E um céu semeia
Olhares curiosos.

Encontrei o que procurava,
Olhares Unidos
Estranhos e Opostos
No som que amavam
E nos versos perdidos,
Mas ligados pelas frases
Sentimentos e vozes
De risos e impasses
E impulsos ferozes
De livres passes.
Chegamos!
Percorridos todos os ramos,
já ausente,
A senhora da Noite,
E outro ocupa,
O mesmo cargo reluzente
No mesmo céu de identidade
Mas de voz diferente
Onde é colorida,
Outra vontade.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um Zum Zum...

Sabes bem...
Que reinas,
Mas não és ninguém
Conheces a vontade
De igualar esse fazer.
Qando vives de outrem.
Resta um pouco de vaidade
Neste não saber ser
Um pouco refém
Um pouco liberdade
Um pouco arte
e voz...
De motivo sem...
Um pouco falsidade
Em toda a parte
Folhas de desigualdade
Uma só árvore,
Donde parte!


E já conheço
O reflexo
A atitude voadora
Não esqueço
Espelho convexo
E luz enganadora
Nem sei que mereço.
Um pouco diferente
Mais superfície
Menos mar
Mais pé acente
Menos céu intenso
O outro pé também
Menos, perco, venco
venço, perco
Perco, venco...
Num ritmo vai e vem.
Ainda bem!
Escrito e por extenso,
Ainda bem!


A outra máscara
Ainda há quem trate
Anda de cara em cara
Há quem retrate...
11/12/09

Um dia de sol...



Está um dia de sol...

Hoje o dia faz-me lembrar aquela arte de mim que á um ano atrás descobri, à qual eu chamei de carrossel, e da qual agora tento não me esquecer.

Tudo começou por um falção que estava com problemas, que estava perdido no céu ou no inferno. E talvez fosse tudo muito mais para ele do que para nós!

Sempre soubemos que ele era forte, e agora dizes que não sabemos nada dele?

A última sexta que me senti assim estava um dia de sol como este e de manhâ vi-o a chorar e só o vi uns dias depois. Tinha saído de casa, estava ainda mais infeliz, mas mesmo depois de voltar à escola estiveste fora de casa mais de um mês.

Hoje sonhei que ele chorava e estava noutro país, nos Estados Unidos, acho eu, e que alguém andava atrás de ti. Não sei se é medo de o perder, do que pode acontecer, lembranças ou até verdade.

Quem me dera saber de ti!

Palavras desfeitas



O mundo é assim...
O "J" não quer jasmim!
O "a" quer,
Quer o seu aroma
O "s" sozinho...
E o "m" magenta,
Na pétala de cor
Mas o "i" é inquieto
E mais nenhum,
Quer ser flor.

Só o "J"!
( O mundo é assim.)
Não quer jasmim.
Quer jarro
Mas os "eRRes" querem carro...
Mas o jasmim quer "J",
se não é a mim.
É o escarro
Do "a" abandonado
E o "s" suprimido
A quem custa o respirar...
E o "J" aprisionado,
ela culpa reprimido,
Ou terra do gado
Que julga o seu jarro florido...

O mundo é assim...
O "J" sem rumo
Já não sabe do jardim
Parte, e não sabe como,
Por umas escadas
Onde me vê a mim
Sem subida, ou descida
Ou degrau que tenha fim...
Vê um de cor cheirosa
E pétala garrida
E já pede para ser jasmim.

Ana Vieira

Será?


Há quem diga que é realidade,

Ou que é mentira

Há quem diga ser da verdade,

Ou da mente.

Há quem diga que são cardos,

Há quem diga que cardos não existem.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Futuro?

Estás aqui porquê?
Então mas isso não se vê?
Não sei...
Para ser artista,
pelo menos tentei...
Mas arrisca!
eu já estou a arriscar,
passar os dias com desenhinhos
a riscar
e com livros aos quadradinhos
é um grande risco.
porquê? Não é o que gostas?
achas que caíste no isco,
admites?
O quê?
quanto apostas?
De quê?
que conheço o risco,
que carrega as tuas costas?
que queres dizer?
porquê?
Porque é estranho queres saber,
tanto e tão especificamente.
Por causa do futuro!
isso cansa-me a mente
não gosto de pensar em coisas vagas
e muito incertas...
Eu juro,
que é importante, preencher vagas
nas faculdades certas
da área melhor

Futuro? só vejo um grande muro...
de incertezas...
e um ceú muito escuro
com muito poucas clarezas...
Agora que admites,
fala-me desse muro...
se é muro e escuro,
nada transmites,
que há a falar?
Muito, está pouco claro
há que clarear
fala do geral e do raro
vai a todo o lado
percorre toda a nuvem
e depois lança o dado
vais ver que há menos ferrugem...

Artista?
SIM! eu adoro e faz bem ao gosto.
serve de arte e pista
e também de encosto!
NÃO! Artes é desemprego,
pouco dinheiro e desgosto
não compra nenhum sofá...
Então o que se faz por cá?
vamos já recuperar ciências
Ciências é intelecto
faz bem á mente
E muito boas vivências
rigoroso e correcto
vem carregado do consciente
e de um grande deserto
de vida, de imprevistos,
deserto de inovação e vistas sensuais
vem cheio de sitios pisados
de filmes vistos
e de pontes demasiado seguras e banais...
Ok! vamos pensar...
E economia?
nem pensar, só números na cabeça.
É só procurares na solução a fisionomia
Como? E tem isso?
sim... vem da forma,
que tem o gosto de resolver,
de saber descobrir...
Não... tem uma norma
muito propria de fazer
todos sabem
e se não, aprendem...
É muito...
olha, não vou falar mais?
Porquê?
Sou indecisa,
Indecisa de mais
Depois logo se vê
Improvisa
Esquece os ditos "normais"...



NÃO DIGAS...


Mais nada... já foi tudo,já foi demasiado, e foi muito pouco... há quem queira essse lugar...

Revolta das proporções...


Revolta das proporções!
revoltas
caras
Corpos
Movimento
linhas raras
traço sem pêlo
Aproveito a roupa para panejamento
deita fora as aparas
Afia bem o lápis, muito zelo
pouco brincadeira e muito sustento
na atenção empregue!
Jà chega! E o sentimento?
Não quero um corpo bem real
Nem uma cara bem estruturada
Prefiro o momentâneo
pouco trabalhado
nem que seja desfigurada
disforme e completamente irreconhecivel...
Prefiro rasgar
e gastar muitas e muitas folhas
e nenhum ficar aplaudível
Mas assim posso desenhar
A natureza que voa á solta
Coisas que não existem no modelo
modificar o cabelo
Uma pessoa que anda à volta
na mão leva um barco rabelo
E um olho na testa
Uma mão solta
E uma risada forte
é tudo o que me resta...

Para vivenciar nadas...


Abri um dos meus caderninhos á procura de alguma coisa, fui à parte dos segredos e encontrei de tudos, poemas escritos em conjuntos, montes deles; bilhetes de carrossel; desenhos, palavras, voos, inseguranças, seguranças, medos e liberdades.... Entre eles estavam duas folhinas rasgadas de um livro.... São duas folhas que um dia me deste das páginas 37, 38, 39 e 40 de um livro que só tu sabes qual é... Deste-mo apenas por causa do poema das páginas 38 e 39 porque tinha um poema que falava de uma borboleta... e era assim que tu me chamavas... O poema chama-se:
"Para vivenciar nadas"...

o que tu não sabias, e eu muito menos é que o primeiro poema e o ultimo também eram importantes, eram três fases , três, o nosso número, o número do triângulo... E ainda bem que não sabiamos....

O primeiro, "ser SER" é o nosso encontro, onde começamos a escrever juntas e a conhecermo-nos aos poucos através de poemas que só procuram saber o que nós eramos, o que é ser, o que é a liberdade, e como sermos livres, como sermos nós mesmas, a diferença entre estar a ser, e como ser sempre SER.
O segundo representa aquela fase em que todos já nos identificavamos, tu eras a sereia, já reconheciamos o carrossel, o falcão, a pantera, e outros que foram surgindo... e eu a borboleta... daí entao um poema sobre uma borboleta...
Quanto ao último, "Lágrima, gota lágrima (ou:todas despedidas do mundo)", não é preciso referir muito, são os meus ultimos dias contigo, muito tristes e ao mesmo tempo muito felizes, os momentos em que aproveitava os ultimos segundos contigo, os momento em que soube mesmo sentir o verdadeiro valor da amizade e só te tenho tudo a agradecer...

Página 37
"ser SER

Seja ruído
seja beijo
seja voo
seja andorinha
seja lago
seja pacatez de árvore
seja aterrizagem de borboleta
seja mármore de elefante
seja alma de gaivota
seja luz num olhar
seja um cardume de tardes
e grite: JÁ SOU"


Página 38 e 39
"Para vivenciar nadas

borboleta é um ser irrequieto.
para vestes usa pólen.
tem um cheiro colorido
e babas de amizade.
descola por ventos
e facilmente aterriza em sonhos.
borboleta tem correspondência directa
com a palavra alma.
para existir usa liberdades.
desconhece o som da tristeza
embora saiba afogá-la.
usa com afinidades
o palco da natureza.
nega maquilhagens isentas
de materiais cósmicos. como digo:
pó-de-lua, lápis solar
castanho-raiz, cinzento-nuvem.
borboleta dispôe de intimidades
com arcos íris
a ponto de cócegas mútuas.
para beijar amigs e vidas ela usa olhos.
borboleta é um ser
de misteriosos nadas."



Página 40
"Lágrima, gota lágrima
(ou: todas as despedidas do mundo)

lágrima
é uma sensação que escorrega.
mundo está seco de coisas e trans-sensações
assim a lágrima presta-se
a desressequir o mundo.
porque:
mundo está duro;
mundo está pedinchar molhadezas
que só amor tem num bolso;
mundo está ainda grande e
tão pequenino já.
lágrima, afinal,
é uma carinhosa correcção do mundo
e tem pontes com a amizade.
porque:
sinónimo sincero de amizade
é celebração.
assim mesmo, ela, húmida. bem húmida."


( guardei-as entre as páginas do livro " a cidade dos deuses selvagens", Isabell Allende, que agora estou de novo a ler, e servem de marcador para o nosso livro XD)

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Guerreiros em campo"

As rugas de uma mão são muitas, por menos visiveis que sejam são muitas. A pele das mãos é constituída por várias linhas, cruzadas, paralelas, descoordenadas, estejam lá como estiverem constituem a pele da mesma mão e trabalham em conjunto na mesma mão. É a pele dessas mãos que nos dá a possibilidade de livremente por em prática as nossas acções.

Todos os dias actuamos, será que o fazemos de acordo com aquilo que somos? Será que as nossas mãos, o nosso corpo, realizam acções que acordo a si próprios?

Todos acordam, todos os dias e caminham para todos os lugares que são parte de um percurso para alcançar os seus sonhos, nem que sejam sonhos simples como sair à noite com os amigos ou ir à praia.

Vamos à escola para ser alguém no futuro; vamos trabalhar para darmos a nós próprios e à nossa família uma boa qualidade de vida; não estudamos porque não gostamos de estudar; não trabalhamos, bebemos, drogamo-nos e sabe-se lá mais o quê... porque já não sabemos viver de outra maneira; escrevemos porque gostamos, dançamos porque... OLHEM! JÁ CHEGA!

Isto para mim não são acções que estão de acordo com aquilo que somos... Quais sonhos? Quais rumos? Quais objectivos? Nós vivemos a correr contra os relógios, sempre a ver quem chega primeiro, só para mostrar que somos pontuais, ou que vamos onde supostamente queremos, só para mostrar que somos alguém, só para mostrar que fazemos alguma coisa.

Tudo uma grande mentira! Até as famílias entram num mecanismo tal da sociedade e de nós próprios que só as construimos para nos sentirmos menos vazios.

E ainda dizemos que temos sonhos. ( o sonho somos nós e a vida, e já existe e está na fase de ser apenas disfrutado. O resto é mera tralha humanamente estúpida, macanizada, fútil, rotineira...ou...sei lá... qualquer coisa mais!

Ainda por cima pegamos nos supostos sonhos e lutamos por eles, todos os dias, toda uma vida... Assim passamos a vida a dar um passo sempre para chegar a outro, e nunca chegamos, só chegamos um dia à morte, e vivemos para morrer...

Mas isto não tem que ser assim, nós é que nos esquecemos de ser criativos, naturais, espontâneos, viver o segundo... Passamos a vida a competir com toda a gente, até com os nossos amigos porque esses são mais parecidos connosco, logo é com quem competimos mais.

Porque é que mesmo batalhando pela mesma causa, dentro do mesmo grupo, nunca competimos uns com os outros, porque temos de ser os melhores? vivemos a competir uns contra os outros, tudo para nos sentirmos um pouco menos vazios.

Isto não é viver! A vida é paz, não é guerra e eu sou totalmente contra a guerra. Para quê guerrear se podemos falar?

Nós, nas nossas ruas e casas somos nada mais, nada menos que "guerreiros em campo". Não! Mentira, nem isso somos. Os guerreiros em campo conseguem combater em conjunto com os guerreiros do seu grupo, nós competimos mais ainda com os do nosso grupo. Somos burros! É a única coisa que somos, muito burros, e andamos aí todos com a mania que somos intelectuais e inteligentes, temos é muita palha na cabeça...

Eu detesto relógios, mas já que passam o dia a olhar para eles aprendam um pouco com eles. Imaginem que são relógios, relógios todos juntos e todos a competirem uns com os outros a ver qual tem os ponteiros mais rápidos, mais fortes ou qual é o mais bonito. uns cansam-se demais e partem, outros desanimam e param, uns são lentos demais, outros são demasiado feios para que alguém olhe para eles, outros são demasiado bonitos e esquecem-se de ser rápidos, outros perdem-se no tempo, outros são demasiado perfeitos e ficam sozinhos...

Mas os relógios obdecem a um mecanismo muito próprio e andam todos ao mesmo ritmo. Nós somos livres de andar ao ritmo que queremos e mesmo assim somos mais burros que os relógios que cumprem a sua tarefa, marcar o tempo ao mesmo ritmo de todos os outros.

A única coisa que nós precisavamos de cumprir era não atropelar os outros...

Somos uns burros que não sabem disfrutar da liberdade...

sábado, 14 de novembro de 2009

Vazio de uns... Vida de outros...

S:Tu é que o descobriste
Lá escondido

B: Tão dois triangulos
Ele esconde-se demais...
S:Quais?
B:E eu descubro-o sempre
S:Actos inconscientes e banais
Pois descobres!

B:Nós e o fernando... e nós e ele...
Falcão larga o fato em que te cobres
Se não afastas o que nos une
Perdes oportunidades
Mudas realidades
E trazes o que nos desune

S: Sim...
Pensas ser imune à dor

B: Mas escondes-te assim...
Permaneces assim...
Escondido... Sem cor...
E perdes todas as paragens...
Toda a vida... Toda a nossa viagem...

S: Levas os bilhetes
B:Todo o carrossel todo o seu sabor
Fazes promessas
Esqueces-te e não resgressas
Perdes-te na linha de comboio
O comboio passa
E somos nós quem te agarra
S: Cada travagem, curva e viragem
Esqueces o alento e sabor que te percorreram um dia?

B: Esqueces a nossa viagem...
Mergulhas na floresta invadida,
Por fumo, desgraça...
... e aterragem...
És levado na corrente...
Do mundo que nós criamos...
Esqueces a nossa vertente,
Que procura seguir
Num rumo que amamos...
Procura surgir...
Surgir num caminho com pedras...
S: Mas calma, respira
E vira a cabeça para o outro lado
Para o que tem significado
B: Esquece a mágoa, a ira,
S: Porque tu mesmo as levas...
B: E o desentendimento...
Procura ser livre
Procura ser respeitado
Educa o pensamento
Vai ao verdadeiro sentimento
E respeita o teu ser
Leva-te no vento, nos rios e no céu
S: Esquece a ida
Porque nunca nada partiu
B: Esquece a chegada
Esquece o que sorriu
Sorri de novo
Sorri esta estrada

S: Sente de novo
B: Abre os braços, sorri à tua volta
Mantém a vida abraçada
Mantém a tentação afastada
Cala o preconceito
Ergue a igualdade
Honra o teu respeito
E respeita a tua vontade
Não a força da mágoa no teu corpo
Não a do teu vício no mundo
Nada está ao contrário
S: Muda o teu trejeito
Sente a força,
Do voo
B: Relembra o teu jeito
S: Não. Não?
B: Alcança a tua asa...
Vive mais a tua casa...
Dentro do teu próprio passo
SIM... SIM...
Sê tu mesmo...
Esconde o palhaço
Que te faz rebaixar
Todos os dias ao stress e à raiva
S: Ok! não me posso deixar levar!
Mas dói
Sentir falar e não poder correr
B: Não ter medo de falhar
Deixar-me envolver
Doi... Custa...
Mas tem de ser...
Tenho de aprender a viver...
S: Três e assusta
Mas é um novo lugar
Uma nova volta
E não há volta a dar
B: Tenho que tentar
Ser livre e mergulhar
Esquecer a revolta
Pegar nos livros e estudar
Honrar a minha arte
Pensar na minha vida
Fugir à tentação
Seguir apenas na subida
Ter o espírito de um falcão...
S: A leveza de uma borboleta...
B: O amor da estação
Nas ondas de uma sereia...
A vivacidade de uma paleta
Onde também ronda a pantera
Uma simples brincadeira
Onde espreito
E a vida já o era...

S: Numa seara amarela
E laranja acriançado
Em tintas invisíveis a uns
E "resplandescentes" a outros
B: Onde o nosso tom se revela
E aos poucos deixa de ser desbotado

(B: Está bom assim? Não sereia?
Acaba assim?
S: Siiim :D)

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

vou ser TIA :D


Primeira prenda do bebé :D

( ou melhor segunda, porque a primeira foram os pais que deram, a vida xD)


É isso mesmo...

Alguém como Tu...
Falar como tu...
Convívio como hoje...
Esquecer as palavras...
Estar assim á vontade...
Saber da amizade...
Momentos assim...
Falar de mim...
Amigos para a vida...
Esquecer toda a minha vida...
Significados para o mundo...
Sorrir ao segundo...
Amor para viver...
Esquecer escrever...
Simplicidade de brincadeiras...
Não correr nem nas passadeiras...
Matar a saudade,
Esquecer a habilidade...
Em algo totalemente novo,
esquecer a capacidade...
Mas conhecido...
Não ter sobrevivido...
Ser livre...
Ser vivo...

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Filosofia? Lógica?



Algures...
Nas letras gordas

Nas páginas de filosofia

Em terra de nenhures...

Significado não mordas

O neurónio da correria

Cansado de etimologia



Destinada à lógica

Surgem argumentos

Numa conversa mágica

Ou apenas rotineira

Até nos pensamentos

Em qualquer brincadeira

Respiro termos

Que seca de premissa

Será verdadeira?

Fácil esquecermos

quando o belo enfeitiça...



Mas respiramos palavras

Umas demasiado pesadas

Outras demasiado grandes

Outras caem erradas

E aí vêm indigestões

Pessoas engasgadas

Gasto-intrites

Gripes e constipações

Verborreias e diarreias

asma e rinites

Mancos e cefaleias...



E na outra ponta da bússola?

Como estará a lógica?

Precisará de estimulo?

Sentirá falta?

Sentir-se-á rica?

Sentirá os termos no cúmulo

De um ignorante que salta

De página em página?



Espero que não...

É que este estímulo

Precisa do estimulo,

Que é estimular...

Para sair do túmulo

A energia das acções

o saudável respirar...

11/11/09




sábado, 7 de novembro de 2009

Abraço...

Procurei uma foto tua pelo pc td mas não encontrei... aqui só tenho fotos tiradas recentemente com a minha máquina...
Mas o que interessa é que otro dia sonhei contigo...
Sonhei que dizias:
_Estou viva, estou aqui!
E eu dizia:
_Ai que bom, queria tanto dar-te um abraço...
E abracei-te!
Para a minha avó...

Pensamentos entre sereia e borboleta...

Sim é isso que falta.... As boas conversas....
As pessoas ligam-se tanto ao habitual, á rotina do dia-a-dia, que se esquecem de inovar, de criativizar ( o verbo passa a existir), de falar sobre coisas diferentes, porque todos os dias a nossa cabeça precisa de atenções diferentes....
Eu agora digo ás pessoas que tenho pressa para ir para casa, já me disseram que antes eu nunca queria ir para casa... Pois é... mas naão é que agora queira, só que nada de suficientemente importante me deixa ficar... Agora quero estudar, quero ter boas notas, e em casa tenho sempre muita gente, tenho sempre muito que fazer... Na rua também tenho um monte de pessoas, vários grupos delas até, ainda tenho algumas para conhecer melhor, e outras para conhecer a sério...
Mas agora estudar é mais importante! Mas nem para isso tenho tempo saio dois dias por semana às 6h40. nos outros saio às 4h55, e só tenho uma manhã livre... E depois tenho sempre muito para fazer... Outro dia fui experimentar uma arte marcial, depois digo.te o nome que não sei escrevê-lo. xD
Pois mas por mais que estude não dá para tirar as notas que quero... Geometria para que já não sei... O que antes me saía naturalmente agora simplesmente não sai... A stora já resolveu implicar com o meu traçado e descontou-mo no teste... Estava tão stressada para aquele teste, porque eu sabia que não ía ter o nosso 20 ou 19... Ele era nosso, era um trabalho conjunto...
Acreditas-te que me enganei num exercício de intersecções directa? compliquei o que é simples, e ainda por cima não soube complicar... Quando não sai naturalmente, complica-se... Manias do ser-humano... Enfim... desci de um 20 para um 14.7.... Paciência... Tu ainda viste a palavra Voa na parede, eu nem disso me lembrei :P Da próxima vou reagir e entrar nos exercícios como se fossem ruas XD tal como nós sempre fizemos xD
Desenho parece que estou no início, ou ainda pior, parece que não sei desenhar... Lá está faltam mesmo os nossos dias pela rua a desenhar tudo o que nos apetecia... Já pensei tentar arranjar outra pessoas, ou ir sozinha, mas não me apetece... Contigo é que se dsenha bem... Já falei de ti a toda a gente da minha turma, já lhes disse que nós adoravamos escrever e desenhar juntas...
Hoje tenho muito para dsenhar... Tenho muitos trabalhos em atraso xD
A stora de geometria acha que em detesto rebatimentos, e se calhar tem razão, falta-me passar tudo completamente de um lado para o outro... Falta-nos reagir um pouco mais, e escrever um pouco menos :p e depois escrevemos melhor...
Já começo a sentir uma nova fase a chamar-me, já começo a ir...
Quem me dera ter-te perto de mim para cuidar de ti... e para tu me dares inspiração e conversas...
Mas agora temos de nos lembrar como voamos antes... e não nos tinhamos uma à outra.... Temos de continuar dinâmicas, energicas e terrivelmente faladoras...
E ir com as novas pessoas, a nova fase...

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Um novo rumo...


.... (Esqueci-me da frase...)...
Sei lá, são os pés de um novo rumo....

Á esquerda o meu sol :D (xaninha)
Á direita a parte roxa da minha vidinha :D (Bella)

Será que o objectivo da viagem é perder o rumo?
Onde fica o "orienta-te"?

Lembras-te?




Lembras-te quando a geometria saía espontaneamente, e era só mais um plano para ajudar uma avezita ou duas? E as lapiseiras assumiam cores, papeis, voos e voltas importantes?
Lembras-te quando ela vinha ter connosco quando andavamos nas ruas, e as paredes assumiam planos que nos traziam pontos contidos em rectas paralelas ou prependiculares ás nossas vidas e concorrentes com outras? o terrivel, o fantástico ponto de concorrência? Lembras-te?...
....

Pois...

Agora, a geometria tem muito menos responsabilidade,

mas anda um pouco mais teimosa...

Sereia...





Faltas tu nas minhas ruas...

Tu vês a vida e o mundo do mesmo plano simples e rebuscado que eu...

Vejo tantas pessoas, ruas repletas de gente, fala de tanto com tantas delas, mas as ruas continuam vazias...

Faltas tu nas minhas ruas....

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Só de passagem

É mais um dia,
Em que acorda a mesma rotina,
Começa a procura
De um resto de magia,
Uma nova figura
Ergue-se na mesma imagem
Do mesmo céu e a mesma rua,
Sigo em frente, SÓ de passagem,
Procurando não ser
Só mais uma alma nua.
Quando irei viver,
Sem ser só um objecto?
Quando irei permanecer,
Sem estar no passo de um meio?
Haverá percurso recto
Onde o desejo é o próprio fim
De um recreio
Onde há brilho sem projecto?

E sigo de passagem,
Só mais um dia...
Outra vez o primeiro,
Hoje... Amanhã... até alguma paragem!
Onde está o segundo derradeiro?

Sigo, entre ruas sem nome,
Jardins de muitos donos,
Onde às vezes tem flores,
Às vezes há vento,
Às vezes há mar,
Há distintos odores
Trazem norte no relento
Onde é dificil embarcar...

domingo, 18 de outubro de 2009

Hoje apetece-me brincar com as palavras...

Todos os dias tenho vontade de berrar bem alto a ver se alguém me ouve... Bastava falar normalmente, no tom habitual apenas, mas de nenhuma maneira está cá alguém que me ouça como eu quero...

É no extremo dos sentimentos que tudo importa menos o rigor e técnica de um desenho. É aí então, que se faz uma "obra- de-arte".
VIVER PARA:
Ser tudo, para sentir tudo e exprimir tudo.
Viajar para conhecer tudo, descobrir e transformar inspiração.
A inspiração é uma fuga dos sentimentos.
A inspiração é transformar a realidade em impulso e visão da nossa arte.
A inspiração são as vivências conjugadas numa realidade que se transforma.
A inspiração é um projecto da imaginação.
ARTE É...
Quebrar todos os horários e ainda dizer: "Eu se quisesse chegava a horas, mas eu não gosto de horas!... Rouba toda a espontaniedade do dia..."?
Ou será, recrutar todos os artistas que andam por aí perdidos, engolidos pelo mundo?
E escrever um poema a tinta da china no tronco de uma árvore que em perspectiva se deita sob o céu?
TALVEZ...
Mas só por fazê-lo com alguém que amo e porque transmite uma união de diversas pessoas.
Algumas obras-de-arte valem mais que o sentimento que as criou.
Mas o sentimento vale mais que uma obra-de-arte quando este une duas ou mais pessoas e quando a obra é transmitida.
A distância de circunstâncias e espaço pode afastar a convivência, mas só uma amenésia muito grave me pode tirar os afectos.
Um reencontro criará novos afectos.
Serão sempre verdadeiros e bons os reflexos das nossas acções?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A vida...

A vida é tao inconstante;
tão imprevisivel...
tão depressa é fustrante
um sorriso que não é visivel,
inixistente numa cara de dor...
Como é tão fascinante,
cheia de aventura,
cheia de sorrisos e amor,
Tão depressa é a vinda como a ida...
Tão cheia de boa loucura
Um som sempre ameaçador...
Vozes de ternura
Tão preenchida...
Tão desprevenida...`
E assim é que é boa...

sábado, 19 de setembro de 2009

"O regresso!"

Ansiosa... Desejosa... Realizada... Sem intenções... Cheia de planos...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Já se faz sentir...


Tantos passos!
Passos apressados;
Passos leves;
Lentos; medrosos;
Tão silenciosos e pesados;
Tão alegres de posses breves,
de uns novos sapatos orgulhosos...

Um semáforo perdido....
Mesmo a preto e branco se distingue
O irremediavel vermelho
Um consciente invadido
por uma nova balada de um ringue
frente ao acaso deste aparelho
entre um relógio e a sorte
bem antes da esquina,
do outro lado da espera
E as riscas pintadas no chão
Isto é algo que me fascina
que me leva á beleza que era
poder ver o falcão...

Dou por mim a dizer
Que o mundo está uma merda...
Mas quem sabe sentir
o que estou a ver
Sabe que merda é não saborear o vento
Saber fugir de qualquer argumento
que traga o que está a acontecer
E dou por mim envolvida
Apenas no sentimento
Assim continuo a escrever
Á procura de um pouco de vida...

Tantos passos!
Passos apressados;
Passos leves;
Lentos; medrosos;
Tão silenciosos e pesados;
Tão alegres de posses breves,
de uns novos sapatos orgulhosos...

Tão donos de seus passos...
Vejo tantas caras....
Alguns rostos conhecidos
No meio de beijinhos e abraços
Relembro as aparas
de lápis outrora reconhecidos
Nos desenhos de outras paragens
Demasiados sentidos....
Para um só dia....
Demasiadas bagagens....

é tao reconfortante
Ver as minhas caras amigas
Sinto o cheiro do meu riso confiante...
Mas penso em qualquer rumo que sigas
E sinto...A dúvida....
Relembro a fuga...
E sinto o desejo a alegria,
e o fervente orgulho
Na minha nova ruga
que nasceu da rua onde um dia
senti o peso da escolha...
É... conheci-te... Conheci-me a mim...
Intensamente senti....
O poder da oferta e da recolha...
E foi asssim...
que o mundo descobri...


Tantos passos!
Apressados; leves ou gastos...
Tantos passos!
Hoje sinto a minha escolha,
O meu mundo de sorrisos
O meu mundo de abraços....

Mas sinto a memória
O tempo que deixei....
Aquilo que agora é só uma história...
E percorro a sensação
no meio das minhas ruas de reinação
senti uma pedras entre muitas da calçada
Marcada, mas fácil aqui...
Tão previsivel e cantada
E entres tantas que piso...
Sinto a tua saudade...
A vontade de fugir...
Um desnivel no piso
Que já se faz sentir...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"O começar de novo..." :D



"é mesmo becas..
tu renasceste e perdeste o medo de voar
de mostrar ao mundo as tuas palavras"



eu vooei muito... muito mesmo... dias e dias seguidos....
depois foi bruto voltar ao solo.... doeu... fez-me chorar...
Chorar muito... Embora calma...
mas com um enredo de medos presente que saltavam, todos, como bolas de baskett que ganhavam vida... eram lançadas nos cestos certos!
e depois... de um momento para o outro...
surge o sorriso... acaba-se o medo
saboreia-se o até já...
faz-se as malas
saboreia-se a viajem
saboreia-se o regresso
saboreia-se o inicio
saboreia-se o começar de novo !



(Ainda me lembro de ir para a frente do público... Declamar tão naturalmente... Rir-me com o público que tirava gozo da minha pronúncia do norte da qual me orgulho :D
Ri-me com ele, olhando bem nos olhos e no sorriso que brincava...
E continuei a olhar para o público, e declamei, representei, com todos os gestos planeados e não planeados... Foi tão bom!)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Olhinhos de coruja" e "pipinha de leite"...




Eu percebo-te...
Mas os teus olhos brilhantes, os teus canudos perfeitos e brilhando ao sol no seu tom claro e chamativo continuam teus...
Sempre foram teus... e só teus...
O brilho dos meus olhos, o meu canudo e o meu sorriso também continuam meus... e só meus...
Aquelas tardes na creche, aqueles abraços depois da espera brilhante com os nossos papeizinhos, desenhos e colagens que faziamos orgulhosamente decorados, de alegria babados, e um sincero toque de inocência e ternura...As histórias á noite continuam lá...
O brilho dos olhos que brilhavam junto aos nossos, e pelos nossos, continuam lá...
Os sorrisos, os abraços apertados, continuam lá...
Os beijinhos de boa noite...
Os "olhinhos de coruja" e um abraço entitulado como "pipinha de leite"...
Tudo continua lá...
É nosso...
Sempre foi...
Mas agora nós sabemos que o brilho é nosso :D
O brilho dos nossos olhos... não é deles, é nosso...
Não somos as meninas dos olhos de ninguém, porque os olhos são nossos...
E os nossos heróis continuam lá...
Mas o brilho dos nossos olhos é nosso...
É mais seguro, mais verdadeiro...
O brilho é meu :D


A menina de olhos escuros como duas azeitonas, profundos carregando um mundo de alegria no seu brilho, Sempre com um sorriso intenso era a menina dos olhos do papá e o colo da mãe era a segurança dela...
Agora os seus canudos desfizeram-se com o tempo... O seu cabelo é ondulado, e não esqueceu os olhinhos de coruja e a pipinha de leite...
E não só nunca perdeu o brilho nos olhos e o sorriso, como os ganhou, Seus e Seguros de si...



Foram só os primeiros a descobrir o nosso brilho e a brilhar por eles...

Inda bem que chegou a minha vez...
(Já não era sem tempo :P)

domingo, 30 de agosto de 2009

A tua guitarra...



De cabeça encostada
Sobre umas pernas quaisquer...
Desde que permaneça sossegada
escutando...
Qualquer nota que vier
Daquela mal preocupada
Que permanece onde ando...

Quero ouvir saltar das cordas
A força do teu braço
O impluso do teu ser...
Quero sorrir quando acordas
Ver tazido no regaço
O sabor de viver...
A ânsia de ver,
e soltar todas as notas...
Despentear o cabelo...
Vestir uma roupa larga...
Descalçar as minhas botas...
A cada nota que surge
Encostar-me á calma que se alarga...

Sentir essa mão afastar
e envolver, cada fio....
Do meu cabelo solto...
E sentir a música que se cria
E enche um lugar vazio
De um som nada revolto
Totalmente uma nota que sorria...

sábado, 22 de agosto de 2009


Há por aí algures alguém que me ama...que me ama de verdade.
Já nos cruzamos... já nos encontramos.... Já nos ligamos... Mas nunca permanecemos... Nunca ficamos...
Tudo aconteceu num daqueles dias em que não era uma raparigal normal... ou talvez fosse bem mais normal do que todos sentiam...
Era uma rapariga que não lutava por nada... não disfrutava de nada...
Apenas vivia... Vivia tudo o que sou... tudo o que vinha...
E era tão bom...assim...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Contra relógio acertado no desconcerto...



É tão irritante
Este emaranhado de linhas
Tão confusas e distintas
Que se torna fascinante
A união que fazem…
Num cachecol aconchegante
Tão bem borrado de tintas
E por vezes sufocante…

Até as ondas do meu cabelo
Nos trazem o nosso verão…
Onde dentro de um enorme novelo
Sorriamos sempre ao que era sentido
Naquela nossa estação…
Nossa! E inquebrável…
Que nos enchia de sentido…

E hoje tudo volta a acontecer…
No meio da rua,
Onde peões balançam sem parar…
Tudo parece acalmar para te ver…
Tem as asas de uma cacatua,
Mas também a força de voar
E não ficar no meio do tempo
Para que possa permanecer tua
Ao som do meu riso mais forte
Arrancado pela tua voz
O teu olhar…. Nenhuma dose de sorte…
Nenhum gesto que fique sós
Nenhum acaso…
Nenhuma coincidência….
E demasiado sentido….
Demasiada vivência…

Deixei passar ao meu lado…
Mas não consegui evitar,
Desenhos, filmes e cores…
Deixei o amor calado…
Não agarrei o abraço
Que é meu… Era hoje…
Tão seguro e embasbacado
Onde não preciso de um braço
Se o coração não foge
Foge… Mas permanece ligado…

E saio com o lema
Batendo irritantemente a cabeça…
Toda a alegria… Toda a investida…
É agora dilema….
De soltar toda a palavra contida…

Olho todos os botões…
Continuam a sorrir…
Suspensos livremente… Sem razões…
Dançando na minha pulseira
E penso que bom esquecer os quadros
Pintados ao longo dos padrões
De uma vida inteira…
E pensar apenas no sorriso….
Na calma verdadeira…
E gritar a união que interessa…
Esquecer que alguém espera que se lute…
Esquecer…
As pedras do porto, gaia ou Leça…
E gritar….
AMO-TE!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Escolha da vitória...


Escolher é por vezes dificil... Por vezes fácil demais...Mas é tão bom poder disfrutar das nossas próprias escolhas e sair com um sorriso.... A isto se chama vitória...Viver sonhos...

domingo, 16 de agosto de 2009

Odeio quando te encontro... Odeio quando te procuro....

ESTRANHO....
MÁGICO...

AFASTO-TE... Quando TE DESEJO...
Digo que não...Mas fico...
Impeço o teu beijo...
Antes de partir os teus lábios espero...
Mais uma tentativa...
Quero manter esta ligãção viva...
Quero que ouças o que desespero....
Quero manter o meu ser feliz
Aos teus olhos pelo menos...
Quero continuar, quando sorris
partilhar... No meio de ventos serenos...
Os nossos sorrisos e olhares...
Fortes e desejosos...
E Continuo a desejar....
Mas continuo a impedir os teus jogos perigosos...

Entregue ao sabor da partida... Alheia á chegada...


Já tinha saudades
Desta simples passada…
Digo que sou cheia de sorte
Apesar de verem dificuldades
No caminho de uma alma pisada
Por vezes num abandono ao recorte
Desmedido das partes possíveis
Desta alma habitada…

Sigo as pegadas dos meus sonhos
Que me tornam a pintar o rosto
De momentos risonhos
Num baile cheio de gosto
Pela vida de um momento
Sem cabeça de prisioneiros
Entregue ao impulso da vontade
Do simples sentimento
De pensarmos todos por um
De sorrir na simplicidade
De gestos tão dentro do comum…

Estou cansada de historinhas
Giram dentro de um mundo
Cheio de pessoas minhas
Mas não pertencem a ninguém…
São superfície acumulada na pele
De cenas vizinhas
Mal cruzadas no que vai e vem…
Historia…Que o presente repele…

Cansada de conversas de sexo….
E tretas sobre posse e dinheiro
De uma felicidade sem nexo
Assente no vício dependente
Do falso conforto que oferece
Esse grama cara …
Em qualquer canto encontrada
Em mais um que apodrece
Toda a sua cara
Num sorriso de fachada…

Eu prefiro o presente….
A simplicidade… A Natureza…
O orgulho da família….
Os amigos de uma vertente
Saudável da beleza
Que em nada se escrevia…
Em nada se lia….

E assim aproveito…
As tardes no rio…
Canto alto sem medo de preconceito
Sinto a cascata
Da água onde nunca tenho frio
Que passa o corpo tão forte
Sem que nunca me bata…
Vem tanto…
Quanto for a minha sorte…

Levo um mergulho na noite
Do reencontro reservado
Em longo sorriso
Demasiado momentâneo
Que surgiu demasiado ligado
Ao acaso sem aviso…

Fica também a estrela cadente
E todos os desejos que levo
Em todo este jogo de voltas
E em cada semente
Que sai das flores que rego
Para afogar as revoltas…

Continuo a sentir a força da água…
Como um peixe…
Que nada a sua primeira vez…
Assim toda esta força foi tua
No meu desfeche
Sempre marcada por ti sereia…
Em qualquer rua….
E tenho a vontade de nadar
Longe de qualquer cadeia
Dentro do som que desagua
No sorriso do meu ar...

Alegro-me na primeiro pedra
Que dominei...
à supercie transparente
Da água onde muito mergulhei...
Onde nadei sem gente
Ou acompanhada bem demais...
E onde tornei a sentir a alegria
De jogos banais...

terça-feira, 28 de julho de 2009

Olá amor…
Isto é para ti…
Que tens sempre o meu sorriso
Tens sempre a minha cor
Que me mostras quando é preciso…
E quando apenas,
É bom sentir a tua amizade…
E passamos horas a falar de todas as cenas
Que fazemos juntas…Em cada idade…

É por este dia… Relembrar uma velha fase,
Pelo inicio de outra…
E mesmo que o perigo nos rase…
Não faz mal…. Nós não gostamos de monotonia…
E estamos juntas na aventura….
Não gostamos da mesma sinfonia
Todos os dias de uma vida que não dura
Tanto como a nossa alegria…

É bom… Falar de tudo contigo…
Ver os rapazes a passar na praia…
Falar dos nossos fetiches :P
Sem julgamento de castigo
Amar, percorrer porto e gaia….
Partilhar todos os momentos fixes…

É bom…Desenhar na areia….
Corações defeituosos…
Mas sinceros e iguais…
Perder a conversa da primeira ideia…
Na areia: Chamar-te tona
E dizer que te adoro…
Ir na liberdade que nos impulsiona…

Sei tudo o que adoras…
sempre tivemos uma certa telepatia…
Adoramos dançar :D
E perdemo-nos sempre nas horas…

domingo, 26 de julho de 2009

Lembro-me todos os dias, Sereia :D

Como poderia esquecer-me?
Todas as nossas aulas de desenho,
Cheias de significado,
E passos que não eram entregues ao acaso…
O nosso estranho empenho,
De nunca desistir do falcão perdido
De acreditar que é apenas um atraso
De contigo descobrir a asa que tenho…
De não esquecer o sorriso da pantera…
De acudir as lágrimas de um voo raso…

Como podia esquecer-nos?
Sentadas no skate park,
Ao som dos skates que tocavam o disco perfeito
Onde aquelas misteriosas aves voavam
Connosco!
Que mergulhávamos no estranhamente perfeito
E dávamos voz aos pensamentos que pintavam
E riscavam toda a folha branca…
Como uma realidade desconhecida e tão real
Que se arranca…
Do nosso ser que não está habituado…
E descobre este novo mundo que sempre foi o seu…
Permanece fascinada…
Perante o olhar misterioso que se escondeu
Mas na mesma foi visto…
E a pantera mascarada
Brilhando no seu sorriso tão imprevisto…

Tudo o que interessa é a telepatia!
É que tu pintas o meu céu…
Eu pinto o teu mar…
No meio de qualquer sala vazia…
Permanecemos assim…
Sentadas do mesmo lado…
E eu só queria sentar-me mais uma vez,
No chão, contigo… Guardar um sorriso para mim…
Mas esse já está guardado…
E continuo a ver o que vês…

A obra, "Da vontade"

Não, não quero escrever…
Também já disse que não quero dançar…
Põe lá a música… Eu ouço…
Mas deixa lá esta maneira de ser…
Estou mesmo cansada de ouvir falar…
De filosofias, de histórias dramáticas…
Farta de belos textos sobre como viver,
Sobre pessoas que sabem amar…
Estou farta de estruturas super rítmicas…
Farta que digam que é bom crescer…
Sei lá o que é isso… Sei lá se quero!
Farta de rimas constantes e ricas
Misturadas com ideias geniais
Cheias de figuras de estilo….
A poesia está por todo o lado…
Mas hoje não me apetece… Adeus ideias…
Hoje quero ser livre… Comer um mirtilo?
Porque não? Só aí comi o ano passado…
Sei que aí os sonhos não são banais…
Mas não preciso de ir a tua casa…
Já fui… Depois de viver o pecado…
E aprendi coisas tão boas e reais…

Hoje só queria o meu cavalete…
As minhas tintas, os meus pincéis…
Pintar tudo o que vai na minha cabeça…
Tirar o meu capacete…
E não ter medo do que vem dos carrosséis
Que pintei…
Esquece-los também…
Dar-lhes novas formas… Novos nomes…
Esse som traz as vezes que errei…
Mas outra música vem…
Estou a ficar sentimental…
Merda! Esta até traz esperança…
Mas eu não quero escrever…
Só quero pintar algo bem real…
Como um desenho de criança…
Que se pode sentir… Mas pouco podes ver…

Não tenho o meu cavalete…
Nem sequer uma tela…
Mas tenho alguém que percebe…
E descrevo esta necessidade…
A tinta de novo se revela…
Numa música que o coração bebe
E o corpo invade…
E no sorriso está a tela pintada,
A obra “Da vontade” …

sábado, 25 de julho de 2009


Para mim acampava o ano inteiro, toda a minha vida :D
Ás vezes pergunto, Para que serve tudo isto que sinto? :P

Hoje Leça é Azul!... :D


Hoje Leça da Palmeira é azul…
Uma intensa vibração, cheia de cores
Chama o porto á praia do Aterro…
Tudo cores vivas, uma noite cheia de amores
Talvez desavenças, e alguém carregando um erro
Mas as suas cores são fortes, vivas
Ideias para dançar…
Esqueceres o mundo do qual te esquivas….
Sentires-te livre…
A imaginar…

(Um mundo fantástico…)

Vejo ao longe o Restaurante azul
E o céu repleto de luzes, a rua invadida
Pelo som dos DJs e a sua arte
Entro no primeiro restaurante…
É uma rua bastante vivida
Esta noite… Onde a energia se reparte
De um molho de gente saltitante…

Um índio e o Tio Sam dão característica
A este espaço… Os relógios fascinam
Apesar dos números e dos ponteiros
Que me fazem detestá-los… E estica-se…
Aquele sorriso que passa na frente…
E todos os outros verdadeiros…
Trazem a praia… Atinge-nos rente…
Aos nossos olhos…
Mas rápido penetra na mente…
Os meus pés ganham vida…
Já não é só a rua…
Os sorrisos engolem-na… Superam-na…
E eu também sou invadida…

(Levada nesse som…)

Um delicioso crepe de chocolate
É pedido…
Posso sentir agora o seu gosto…
Apetecia-me tanto um abacate…
Mas é um crepe que tenho…
E como também adoro, saboreio…
A massa consistente…
Provo o seu desenho,
Das linhas do chocolate quente…

Enquanto vejo quatro ecrãs,
Passam o mesmo filme…
Que me recorda tanto…. Gladiador…
Uma história brilhante…
Há ainda mais um televisor
Na mesma força, da batalha
De um homem fascinante…
Morre pela sua família…Sentimos a sua dor…
E há a festa que me baralha
E os sorrisos, a musica, a sua cor…
Que me levam a ser saltitante…

Hoje Leça á azul…
O seu mar está sorridente…
Passo uma ponte que se divide…
Duas das suas pontas tentam tocar o céu…
Um barco passa e não mente,
Está confiante e calmo de prosseguir
E ignorar a ponte quebrada…
Seguro de dignidade, de vir….
Por esta vibração…Esta noite…
E navegar por esta água povoada…

A ponte enche-se de pessoas
Correndo, seguindo também o cheiro…
O som da festa…
Vejo todos… Voando… Tu algures também voas…
E sinto a vontade… Sigo o ritmo inteiro
Desta energia que se manifesta…

Leça ganha vida…
Enche-se de luzes…
Que parecem saltar do chão, dos candeeiros…
Esta noite tão divulgada… vivida…
Até os faróis saltam dos carros…
Cor, és tu que o porto seduzes…
Chamas os seus passos derradeiros
Numa cidade, de um estranho dom…
Onde habitas… Onde nos levas…
A dançar o teu som…

O corredor de Matosinhos está vazio…
A foz ainda se preenche um pouco…
As pontes continuam serenamente erguidas
Sobre os espelhos da lua ao longo do rio
E dormirá satisfeito e rouco
Quem aproveitou as cores ouvidas…

Marcados pela arte, nos aliados
Ainda se vêm alguns que esperam…
Por uma transporte que os leve…
Já com os seus olhos carregados…
Mantêm o corpo leve…

Esquece o bêbedo que cai ao teu lado…
Olha aquelas rastas…
Quero umas iguais… :p
Deixa tudo o que sabes apagado…
Esquece que as sapatilhas estão gastas…
E dança, até não poderes mais…

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Isto é voar...

Ia pela rua inquieta para vos ver...
Para te ver a ti…
Um certo desafio de superar as memórias,
E pôr á prova “o viver de novo”,
Receava a minha cabeça…
Até que surgiram as simples vitórias
Os simples momentos, tão difíceis
Que alguém os esqueça….
Aquele gesto de sorrir, sentir completada
A minha personalidade, os pincéis
Espalhados em cima da mesa,
E as telas sempre diferentes, fascinantes
Que hoje percebo a vivacidade dos carrosséis
Que ela já pintava nessa estranheza
De uma semelhança familiar, onde antes
Nos juntávamos a pintar, a partilhar…
E tu leão, no teu geito pintavas muros
Calavas o poder de todas as estantes
Empilhadas de livros, que de repente pareciam voar
Com alguns traços escuros
Com a vivacidade de cores contrastantes
Que marcavas em locais proibidos…
Em casas habitadas…
Em ruínas cheias de abrigos…
Em construções desfiguradas
Enchias tudo desse impulso
Mostravas ao mundo os amigos
Que podem sair de um conjunto de latas
Num poderoso pulso…
E vens sempre fascinado, por mais uma…
Mais uma que engatas…
Mais uma presa na inesperada pluma…

Hoje surgiste de branco,
Harmoniosamente enérgico…
Como sempre te vejo,
Tirando as preguiçosas manhãs de dorminhoco…
Abraço-te e sorrio, aproveito e insulto
Essa cabeleira de leão, e dou-te um leve soco
Para mostrar a energia que carrego…
Por te ver tão pouco adulto :p
Mas tão decidido e seguro…
A saudade que sentia não nego
E digo-te sempre todo o teu feitio
Que de novo aturo…

Reconheces a tua pulseira…
E logo uma minha desaparece,
Para que tu a leves a passear por aí…
Já nem me lembro da dúvida derradeira…
O receio se desvanece…
Porque contigo todo o desafio,
É uma brincadeira…
Que nos faz rir…
E de novo sei o que é voar…

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu... Quando era criança...






Que mais nos pode definir?

Não é todos dias que nasce uma amiga nossa…


Carolina…
Vamos festejar…Não é todos os dias,
Que uma criança nos fascina…
Mesmo antes de a podermos ver…
Sentimos as suas alegrias…
Vamos festejar, gritar bem alto
Esta felicidade de poder senti-la nascer…

Vou libertar esta energia
Que despertas, carolina…
Passeio esta noite de carro…
Com vontade de gritar esta magia
A todo um mundo esta simplicidade
Esta beleza que agarro…
Dizer a todos que parem, tudo…
Tudo mesmo… E vejam esta realidade…
Crianças nascem… todos os dias…
Especiais… Elas precisam da nossa calma…
Esse brilho de felicidade
Essa energia de viver, onde antes te envolvias
Naqueles olhos de criança que tinhas…
Hoje é ela que os tem…
Não deixes que se percam…
Olha para ela… Toda a alegria que nela vem…
E sorri…

Percorro a cidade do porto…
Imagino o rosto pequeno, simples e poderoso
Encostado ao peito da mãe…
Tão feliz pela vida…Pelos braços que a envolvem…
Está um céu misterioso…
E todos os que sentem carolina…
O seu brilho lhe devolvem…

Passo a ponte D.Luís…
Volto e ainda piso Miragaia…
Danço a música da rádio!
Enquanto no berço sorris…
Quero-te mostrar algo do teu mundo…
Que sentes, tem a força de um rio
A energia do teu olhar feliz
E as voltas de um carrossel…
Quero ver-te com a Reis
Dançando no meio da praia
Segurando um novo pincel…

Vejo uma bela escadaria…
E um bar fascinante com vista para a rua…
E um belo quadro cobrindo a parede…
De uma cidade e um rosto sobreposto…
Sinto o cheiro da lua…
O que enche esta noite de um gosto
Tão característico e desconhecido…
Que me faz gritar...
Ainda passo pela foz…
Deito-me sobre o porto embevecido
Com a minha irmã aconchegando o meu cabelo…
Sinto a força dessa voz…
Que anunciou o nascimento…
Deste nosso sorriso…
Desta menina que enche o meu pensamento,
Da vida que preciso…

Ainda há tempo para matosinhos,
Antes que regresse a casa…
Tão bom ver todas as pessoas
Que percorrem diferentes caminhos
Nos mesmos passeios…
E agora também voas…
É meia noite, Parabéns primo :D
Estes versos pintei-os…
Para ele e para a carolina…
E sei que nem sempre rimo…
Sei que os adoro:D
E hoje tudo me fascina…

terça-feira, 21 de julho de 2009

Independente...

Agora sou independente…
Não preciso de ter 18 anos…
De ter um carro…
Nem de ser estioladamente prudente…
Ok! Talvez um pouco…
Um pouco de prudência é bom…
Também ser louco…
Tomos somos, é só mais um tom
Entre tanto que temos…
Que libertamos…
Que nos dividem…
E tudo que não escrevemos
Mas está presente, porque amamos
E falamos com todo o corpo
Os sentimentos que nos criam…

Agora sou independente…
Começo de novo…
Não temo nada….
Sei que tenho uma semente…
Para criar… Descobrir…
Mas não espero nenhuma gota que seja…
Não tento imaginar cores…
Nem um príncipe que se beija…
Aliás deixem-se todos disso…
Contem apenas convosco…
Isto não é um conto de fadas…
É a vossa vida…
E é boa quando é assim…
Não precisas mais de espadas…
Que podem ser falsas…
Que trazem uniões quebradas…
Precisei de caminhadas descalças
E agora sou assim, independente…

Abro a minha capa laranja,
Tem um sorriso marcado na capa…
Por dentro tem de tudo…
O estranho e o bom…
As noites onde tudo escapa…
A serenidade, o nosso brilho…
O alegre som…
Que move multidões…
No mistério de sorrir….
E os irritantes turbilhões
Que invadiram por vezes o caminho…
Os cantos onde se vagueia sozinho…
Aquela vontade de dançar…
Fazer parte de um ritmo…
Que vem de uma onda…
Ou até de um céu… Mas nunca parar!
Nunca me cansar de tentar criar,
Algo que se chama de arte…
Mas ainda não descobri o que isso é…
Tudo isto faz parte…
Tudo isto criou…
O sorriso da capa…

Fecho a capa…
Pouso-a……
Sorrio… E está tudo numa boa…
Não é corvo…
Não é preto…
E voa…
Voltou a ser assim…
Passeando pelas ruas que gosto…
Descobrindo e criando de novo…
Um mundo para mim…
Não preciso de ouro…
E descansada hoje me encosto…
Segura do rio douro…
Está tudo numa boa…
Porque este é o meu tesouro…
Eu…
E pego na minha canoa…
Canoa? Prefiro um skate! :D
Dançando pelas ruas do porto…
E está tudo numa boa…
Estabilidade ou conforto?
Talvez… às vezes… xD
Prefiro dizer que não paro!
E danço… Nado… caio…
Sem contar os meses…
Levanto-me… e danço…

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Para lá do que vemos...


Olha bem nos olhos…
Nos olhos de alguém…
O que vês?
Nada mais que um par de olhos?
Alguns capazes de te tornar refém?
Pois… também eu xD
Mas vê bem, porque não voltarás
A vê-los de forma igual
Tudo o que uma pessoa conheceu…
Está lá mas não volta atrás
Nem que se molhem num gesto tão banal
Que se chame desespero
E não mais sentimento…
E é tão bom saber…
Que neles está tudo gravado…
Tudo o que é levado no vento…
Permanece importante…
Permanece guardado…

Estão neles todas as cores importantes…
As que passam despercebidas
As irritantemente berrantes
As apenas observáveis, mas conhecidas…
As simplesmente deslumbrantes…
E aquelas que vêm para lá do rímel
Que trespassa as pestanas
Que as tornas artificialmente esvoaçantes…
Que vêm para lá do pincel…
Vêm aquilo que imanas
E descobrem o que vem dos olhos
Que espalham as tintas…

Todos são diferentes
Personagens opostas
Fazem parte do meu ser…
Conheço as suas vertentes
E cores onde fazem apostas
Na espera de viver…

Neles estão todos os que conheci…
Que me mudaram
Um rosto que envelheci
Mas que valeu a pena
Tê-los no momento onde viajaram
Nas circunstâncias, comigo…
Uns permaneceram como esperei…
Outros a quem dei demasiado…
Mas todos precisavam de um amigo…
Gostei do anúncio no sabor do barco rabelo
Que navegava sem nada dizer…
E senti, afinal todos sabem sê-lo…

domingo, 19 de julho de 2009

Alguém pode acalmar o mundo?


Porque é que as pessoas correm tanto?
Discutem como se os motivos
Fossem a fonte última…
Levam a razão ao profundo recanto
Dos seus nervos vivos…
E o que vês lá de cima?

Só mais uma história…
Um dia desperdiçado,
Com a irritante correria
De um conflito de um mundo
Que acordou agitado…

Estás cansado do que vês…
O que ouves é tão desnecessário
Que não estás preparado para tal…
E dói-te a cabeça, o ouvido…
Estás irritado…
Dás por ti num estado natural
De um igual gesto ferido…
Onde está o impulso marcado,
Sempre no teu olhar real?

As palavras não interessam….
Aliás estás farto delas…
É aí que regressam…
É aí que te revelas…
As palavras surgem,
E já não tens medo delas…

Dás valor…
E só interessa um dia na praia…
Sentar na esplanada,
Comer um gelado…
Ao fim do dia passear por Miragaia…
Ver a terra sentada…
Saboreando o cansaço de mais um dia…
Que bom o ultimo raio de sol,
Invadindo a cara já rosada…
Relembrar a praia que sorria…
De tanta gente nesse baile de alegria
Que é curtir uma onda…
E nadar… Nadaar! Todo o dia…
Mergulhar em todas…
Um verde vindo de algas ricas
Em marcas de peixes esvoaçantes…
Ondas do mesmo mar, constantes
E sempre únicas…

Flutuas ao vento…
Passas de fugida,
Pelo mar e pela imaginação…
E no fim do dia mergulhas na tela
Nos pincéis… Embarcas na ida
A um mundo só teu…
Onde finalmente se revela…
Expões tudo…
Esvazias tudo o que vive em ti…
E que bom que é desenhar uma vela.
E o barco está completo…
E um monte de cores, tudo o que vi,
Está neste quadro repleto…

Inundada em tinta…
O chão todo borrado…
Apenas uma lavagem de mãos sucinta…
Porque é bom…
Um dedo azulado…
E outro a desbotar o tom,
Mas ainda um suave laranja…
Guardo o cavalete,
Não gosto do quadro…
Mas é o que se arranja…
E está lá o meu novo jardim…
Onde sento a tela…
E peço calma ao mundo…
Mostro as cores espalhadas,
Descoordenadas no profundo
Arrancar de uma vivência,
Cria-se a vertente…
Agarra-se então,
Esse espaço sorridente…

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As pessoas vão e voltam...
Não sei de onde,
Não sei para onde...
Não sei porque se revoltam...
Não sei o que procuram
Num sereno movimento,
Constante...
Dum ser inquieto
Que procura o sentimento
Na fuga do mesmo...
No eterno desconhecido de feto
Que se julga sabedor...
Em passos apreçados
De cansaços e fardos
De uma escolha sem sabor
Do sonho pintado!

Não sei o que procuram,
Mas vão e voltam
Nas eternas diferenças
E letras que se queixam
Num jogo de crenças
Que desunem o mundo
Na igualdade de asa...


Alguém que lhes pergunte
Eu não quero...
Conhecer ou julgar...
Por nada espero...
Voo em qualquer cidade
Em qualquer jardim,
Em qualquer recanto...
Na leveza de vaidade
De saber que não encanto
Qualquer quadro
E certeza imperfeita
De que o sonho que canto
É uma união a descobrir
De uma vivência feita!
9.6.2009