domingo, 16 de agosto de 2009

Entregue ao sabor da partida... Alheia á chegada...


Já tinha saudades
Desta simples passada…
Digo que sou cheia de sorte
Apesar de verem dificuldades
No caminho de uma alma pisada
Por vezes num abandono ao recorte
Desmedido das partes possíveis
Desta alma habitada…

Sigo as pegadas dos meus sonhos
Que me tornam a pintar o rosto
De momentos risonhos
Num baile cheio de gosto
Pela vida de um momento
Sem cabeça de prisioneiros
Entregue ao impulso da vontade
Do simples sentimento
De pensarmos todos por um
De sorrir na simplicidade
De gestos tão dentro do comum…

Estou cansada de historinhas
Giram dentro de um mundo
Cheio de pessoas minhas
Mas não pertencem a ninguém…
São superfície acumulada na pele
De cenas vizinhas
Mal cruzadas no que vai e vem…
Historia…Que o presente repele…

Cansada de conversas de sexo….
E tretas sobre posse e dinheiro
De uma felicidade sem nexo
Assente no vício dependente
Do falso conforto que oferece
Esse grama cara …
Em qualquer canto encontrada
Em mais um que apodrece
Toda a sua cara
Num sorriso de fachada…

Eu prefiro o presente….
A simplicidade… A Natureza…
O orgulho da família….
Os amigos de uma vertente
Saudável da beleza
Que em nada se escrevia…
Em nada se lia….

E assim aproveito…
As tardes no rio…
Canto alto sem medo de preconceito
Sinto a cascata
Da água onde nunca tenho frio
Que passa o corpo tão forte
Sem que nunca me bata…
Vem tanto…
Quanto for a minha sorte…

Levo um mergulho na noite
Do reencontro reservado
Em longo sorriso
Demasiado momentâneo
Que surgiu demasiado ligado
Ao acaso sem aviso…

Fica também a estrela cadente
E todos os desejos que levo
Em todo este jogo de voltas
E em cada semente
Que sai das flores que rego
Para afogar as revoltas…

Continuo a sentir a força da água…
Como um peixe…
Que nada a sua primeira vez…
Assim toda esta força foi tua
No meu desfeche
Sempre marcada por ti sereia…
Em qualquer rua….
E tenho a vontade de nadar
Longe de qualquer cadeia
Dentro do som que desagua
No sorriso do meu ar...

Alegro-me na primeiro pedra
Que dominei...
à supercie transparente
Da água onde muito mergulhei...
Onde nadei sem gente
Ou acompanhada bem demais...
E onde tornei a sentir a alegria
De jogos banais...

1 comentário:

  1. Dizes sempre tudo,tudo o que é bom de se dizer,
    Tudo o que se precisa de dizer.
    Vamos sonhar e acordar com com a melodia dos nossos sorrisos! :D

    ResponderEliminar