quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Só de passagem

É mais um dia,
Em que acorda a mesma rotina,
Começa a procura
De um resto de magia,
Uma nova figura
Ergue-se na mesma imagem
Do mesmo céu e a mesma rua,
Sigo em frente, SÓ de passagem,
Procurando não ser
Só mais uma alma nua.
Quando irei viver,
Sem ser só um objecto?
Quando irei permanecer,
Sem estar no passo de um meio?
Haverá percurso recto
Onde o desejo é o próprio fim
De um recreio
Onde há brilho sem projecto?

E sigo de passagem,
Só mais um dia...
Outra vez o primeiro,
Hoje... Amanhã... até alguma paragem!
Onde está o segundo derradeiro?

Sigo, entre ruas sem nome,
Jardins de muitos donos,
Onde às vezes tem flores,
Às vezes há vento,
Às vezes há mar,
Há distintos odores
Trazem norte no relento
Onde é dificil embarcar...

domingo, 18 de outubro de 2009

Hoje apetece-me brincar com as palavras...

Todos os dias tenho vontade de berrar bem alto a ver se alguém me ouve... Bastava falar normalmente, no tom habitual apenas, mas de nenhuma maneira está cá alguém que me ouça como eu quero...

É no extremo dos sentimentos que tudo importa menos o rigor e técnica de um desenho. É aí então, que se faz uma "obra- de-arte".
VIVER PARA:
Ser tudo, para sentir tudo e exprimir tudo.
Viajar para conhecer tudo, descobrir e transformar inspiração.
A inspiração é uma fuga dos sentimentos.
A inspiração é transformar a realidade em impulso e visão da nossa arte.
A inspiração são as vivências conjugadas numa realidade que se transforma.
A inspiração é um projecto da imaginação.
ARTE É...
Quebrar todos os horários e ainda dizer: "Eu se quisesse chegava a horas, mas eu não gosto de horas!... Rouba toda a espontaniedade do dia..."?
Ou será, recrutar todos os artistas que andam por aí perdidos, engolidos pelo mundo?
E escrever um poema a tinta da china no tronco de uma árvore que em perspectiva se deita sob o céu?
TALVEZ...
Mas só por fazê-lo com alguém que amo e porque transmite uma união de diversas pessoas.
Algumas obras-de-arte valem mais que o sentimento que as criou.
Mas o sentimento vale mais que uma obra-de-arte quando este une duas ou mais pessoas e quando a obra é transmitida.
A distância de circunstâncias e espaço pode afastar a convivência, mas só uma amenésia muito grave me pode tirar os afectos.
Um reencontro criará novos afectos.
Serão sempre verdadeiros e bons os reflexos das nossas acções?