terça-feira, 28 de julho de 2009

Olá amor…
Isto é para ti…
Que tens sempre o meu sorriso
Tens sempre a minha cor
Que me mostras quando é preciso…
E quando apenas,
É bom sentir a tua amizade…
E passamos horas a falar de todas as cenas
Que fazemos juntas…Em cada idade…

É por este dia… Relembrar uma velha fase,
Pelo inicio de outra…
E mesmo que o perigo nos rase…
Não faz mal…. Nós não gostamos de monotonia…
E estamos juntas na aventura….
Não gostamos da mesma sinfonia
Todos os dias de uma vida que não dura
Tanto como a nossa alegria…

É bom… Falar de tudo contigo…
Ver os rapazes a passar na praia…
Falar dos nossos fetiches :P
Sem julgamento de castigo
Amar, percorrer porto e gaia….
Partilhar todos os momentos fixes…

É bom…Desenhar na areia….
Corações defeituosos…
Mas sinceros e iguais…
Perder a conversa da primeira ideia…
Na areia: Chamar-te tona
E dizer que te adoro…
Ir na liberdade que nos impulsiona…

Sei tudo o que adoras…
sempre tivemos uma certa telepatia…
Adoramos dançar :D
E perdemo-nos sempre nas horas…

domingo, 26 de julho de 2009

Lembro-me todos os dias, Sereia :D

Como poderia esquecer-me?
Todas as nossas aulas de desenho,
Cheias de significado,
E passos que não eram entregues ao acaso…
O nosso estranho empenho,
De nunca desistir do falcão perdido
De acreditar que é apenas um atraso
De contigo descobrir a asa que tenho…
De não esquecer o sorriso da pantera…
De acudir as lágrimas de um voo raso…

Como podia esquecer-nos?
Sentadas no skate park,
Ao som dos skates que tocavam o disco perfeito
Onde aquelas misteriosas aves voavam
Connosco!
Que mergulhávamos no estranhamente perfeito
E dávamos voz aos pensamentos que pintavam
E riscavam toda a folha branca…
Como uma realidade desconhecida e tão real
Que se arranca…
Do nosso ser que não está habituado…
E descobre este novo mundo que sempre foi o seu…
Permanece fascinada…
Perante o olhar misterioso que se escondeu
Mas na mesma foi visto…
E a pantera mascarada
Brilhando no seu sorriso tão imprevisto…

Tudo o que interessa é a telepatia!
É que tu pintas o meu céu…
Eu pinto o teu mar…
No meio de qualquer sala vazia…
Permanecemos assim…
Sentadas do mesmo lado…
E eu só queria sentar-me mais uma vez,
No chão, contigo… Guardar um sorriso para mim…
Mas esse já está guardado…
E continuo a ver o que vês…

A obra, "Da vontade"

Não, não quero escrever…
Também já disse que não quero dançar…
Põe lá a música… Eu ouço…
Mas deixa lá esta maneira de ser…
Estou mesmo cansada de ouvir falar…
De filosofias, de histórias dramáticas…
Farta de belos textos sobre como viver,
Sobre pessoas que sabem amar…
Estou farta de estruturas super rítmicas…
Farta que digam que é bom crescer…
Sei lá o que é isso… Sei lá se quero!
Farta de rimas constantes e ricas
Misturadas com ideias geniais
Cheias de figuras de estilo….
A poesia está por todo o lado…
Mas hoje não me apetece… Adeus ideias…
Hoje quero ser livre… Comer um mirtilo?
Porque não? Só aí comi o ano passado…
Sei que aí os sonhos não são banais…
Mas não preciso de ir a tua casa…
Já fui… Depois de viver o pecado…
E aprendi coisas tão boas e reais…

Hoje só queria o meu cavalete…
As minhas tintas, os meus pincéis…
Pintar tudo o que vai na minha cabeça…
Tirar o meu capacete…
E não ter medo do que vem dos carrosséis
Que pintei…
Esquece-los também…
Dar-lhes novas formas… Novos nomes…
Esse som traz as vezes que errei…
Mas outra música vem…
Estou a ficar sentimental…
Merda! Esta até traz esperança…
Mas eu não quero escrever…
Só quero pintar algo bem real…
Como um desenho de criança…
Que se pode sentir… Mas pouco podes ver…

Não tenho o meu cavalete…
Nem sequer uma tela…
Mas tenho alguém que percebe…
E descrevo esta necessidade…
A tinta de novo se revela…
Numa música que o coração bebe
E o corpo invade…
E no sorriso está a tela pintada,
A obra “Da vontade” …

sábado, 25 de julho de 2009


Para mim acampava o ano inteiro, toda a minha vida :D
Ás vezes pergunto, Para que serve tudo isto que sinto? :P

Hoje Leça é Azul!... :D


Hoje Leça da Palmeira é azul…
Uma intensa vibração, cheia de cores
Chama o porto á praia do Aterro…
Tudo cores vivas, uma noite cheia de amores
Talvez desavenças, e alguém carregando um erro
Mas as suas cores são fortes, vivas
Ideias para dançar…
Esqueceres o mundo do qual te esquivas….
Sentires-te livre…
A imaginar…

(Um mundo fantástico…)

Vejo ao longe o Restaurante azul
E o céu repleto de luzes, a rua invadida
Pelo som dos DJs e a sua arte
Entro no primeiro restaurante…
É uma rua bastante vivida
Esta noite… Onde a energia se reparte
De um molho de gente saltitante…

Um índio e o Tio Sam dão característica
A este espaço… Os relógios fascinam
Apesar dos números e dos ponteiros
Que me fazem detestá-los… E estica-se…
Aquele sorriso que passa na frente…
E todos os outros verdadeiros…
Trazem a praia… Atinge-nos rente…
Aos nossos olhos…
Mas rápido penetra na mente…
Os meus pés ganham vida…
Já não é só a rua…
Os sorrisos engolem-na… Superam-na…
E eu também sou invadida…

(Levada nesse som…)

Um delicioso crepe de chocolate
É pedido…
Posso sentir agora o seu gosto…
Apetecia-me tanto um abacate…
Mas é um crepe que tenho…
E como também adoro, saboreio…
A massa consistente…
Provo o seu desenho,
Das linhas do chocolate quente…

Enquanto vejo quatro ecrãs,
Passam o mesmo filme…
Que me recorda tanto…. Gladiador…
Uma história brilhante…
Há ainda mais um televisor
Na mesma força, da batalha
De um homem fascinante…
Morre pela sua família…Sentimos a sua dor…
E há a festa que me baralha
E os sorrisos, a musica, a sua cor…
Que me levam a ser saltitante…

Hoje Leça á azul…
O seu mar está sorridente…
Passo uma ponte que se divide…
Duas das suas pontas tentam tocar o céu…
Um barco passa e não mente,
Está confiante e calmo de prosseguir
E ignorar a ponte quebrada…
Seguro de dignidade, de vir….
Por esta vibração…Esta noite…
E navegar por esta água povoada…

A ponte enche-se de pessoas
Correndo, seguindo também o cheiro…
O som da festa…
Vejo todos… Voando… Tu algures também voas…
E sinto a vontade… Sigo o ritmo inteiro
Desta energia que se manifesta…

Leça ganha vida…
Enche-se de luzes…
Que parecem saltar do chão, dos candeeiros…
Esta noite tão divulgada… vivida…
Até os faróis saltam dos carros…
Cor, és tu que o porto seduzes…
Chamas os seus passos derradeiros
Numa cidade, de um estranho dom…
Onde habitas… Onde nos levas…
A dançar o teu som…

O corredor de Matosinhos está vazio…
A foz ainda se preenche um pouco…
As pontes continuam serenamente erguidas
Sobre os espelhos da lua ao longo do rio
E dormirá satisfeito e rouco
Quem aproveitou as cores ouvidas…

Marcados pela arte, nos aliados
Ainda se vêm alguns que esperam…
Por uma transporte que os leve…
Já com os seus olhos carregados…
Mantêm o corpo leve…

Esquece o bêbedo que cai ao teu lado…
Olha aquelas rastas…
Quero umas iguais… :p
Deixa tudo o que sabes apagado…
Esquece que as sapatilhas estão gastas…
E dança, até não poderes mais…

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Isto é voar...

Ia pela rua inquieta para vos ver...
Para te ver a ti…
Um certo desafio de superar as memórias,
E pôr á prova “o viver de novo”,
Receava a minha cabeça…
Até que surgiram as simples vitórias
Os simples momentos, tão difíceis
Que alguém os esqueça….
Aquele gesto de sorrir, sentir completada
A minha personalidade, os pincéis
Espalhados em cima da mesa,
E as telas sempre diferentes, fascinantes
Que hoje percebo a vivacidade dos carrosséis
Que ela já pintava nessa estranheza
De uma semelhança familiar, onde antes
Nos juntávamos a pintar, a partilhar…
E tu leão, no teu geito pintavas muros
Calavas o poder de todas as estantes
Empilhadas de livros, que de repente pareciam voar
Com alguns traços escuros
Com a vivacidade de cores contrastantes
Que marcavas em locais proibidos…
Em casas habitadas…
Em ruínas cheias de abrigos…
Em construções desfiguradas
Enchias tudo desse impulso
Mostravas ao mundo os amigos
Que podem sair de um conjunto de latas
Num poderoso pulso…
E vens sempre fascinado, por mais uma…
Mais uma que engatas…
Mais uma presa na inesperada pluma…

Hoje surgiste de branco,
Harmoniosamente enérgico…
Como sempre te vejo,
Tirando as preguiçosas manhãs de dorminhoco…
Abraço-te e sorrio, aproveito e insulto
Essa cabeleira de leão, e dou-te um leve soco
Para mostrar a energia que carrego…
Por te ver tão pouco adulto :p
Mas tão decidido e seguro…
A saudade que sentia não nego
E digo-te sempre todo o teu feitio
Que de novo aturo…

Reconheces a tua pulseira…
E logo uma minha desaparece,
Para que tu a leves a passear por aí…
Já nem me lembro da dúvida derradeira…
O receio se desvanece…
Porque contigo todo o desafio,
É uma brincadeira…
Que nos faz rir…
E de novo sei o que é voar…

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Eu... Quando era criança...






Que mais nos pode definir?

Não é todos dias que nasce uma amiga nossa…


Carolina…
Vamos festejar…Não é todos os dias,
Que uma criança nos fascina…
Mesmo antes de a podermos ver…
Sentimos as suas alegrias…
Vamos festejar, gritar bem alto
Esta felicidade de poder senti-la nascer…

Vou libertar esta energia
Que despertas, carolina…
Passeio esta noite de carro…
Com vontade de gritar esta magia
A todo um mundo esta simplicidade
Esta beleza que agarro…
Dizer a todos que parem, tudo…
Tudo mesmo… E vejam esta realidade…
Crianças nascem… todos os dias…
Especiais… Elas precisam da nossa calma…
Esse brilho de felicidade
Essa energia de viver, onde antes te envolvias
Naqueles olhos de criança que tinhas…
Hoje é ela que os tem…
Não deixes que se percam…
Olha para ela… Toda a alegria que nela vem…
E sorri…

Percorro a cidade do porto…
Imagino o rosto pequeno, simples e poderoso
Encostado ao peito da mãe…
Tão feliz pela vida…Pelos braços que a envolvem…
Está um céu misterioso…
E todos os que sentem carolina…
O seu brilho lhe devolvem…

Passo a ponte D.Luís…
Volto e ainda piso Miragaia…
Danço a música da rádio!
Enquanto no berço sorris…
Quero-te mostrar algo do teu mundo…
Que sentes, tem a força de um rio
A energia do teu olhar feliz
E as voltas de um carrossel…
Quero ver-te com a Reis
Dançando no meio da praia
Segurando um novo pincel…

Vejo uma bela escadaria…
E um bar fascinante com vista para a rua…
E um belo quadro cobrindo a parede…
De uma cidade e um rosto sobreposto…
Sinto o cheiro da lua…
O que enche esta noite de um gosto
Tão característico e desconhecido…
Que me faz gritar...
Ainda passo pela foz…
Deito-me sobre o porto embevecido
Com a minha irmã aconchegando o meu cabelo…
Sinto a força dessa voz…
Que anunciou o nascimento…
Deste nosso sorriso…
Desta menina que enche o meu pensamento,
Da vida que preciso…

Ainda há tempo para matosinhos,
Antes que regresse a casa…
Tão bom ver todas as pessoas
Que percorrem diferentes caminhos
Nos mesmos passeios…
E agora também voas…
É meia noite, Parabéns primo :D
Estes versos pintei-os…
Para ele e para a carolina…
E sei que nem sempre rimo…
Sei que os adoro:D
E hoje tudo me fascina…

terça-feira, 21 de julho de 2009

Independente...

Agora sou independente…
Não preciso de ter 18 anos…
De ter um carro…
Nem de ser estioladamente prudente…
Ok! Talvez um pouco…
Um pouco de prudência é bom…
Também ser louco…
Tomos somos, é só mais um tom
Entre tanto que temos…
Que libertamos…
Que nos dividem…
E tudo que não escrevemos
Mas está presente, porque amamos
E falamos com todo o corpo
Os sentimentos que nos criam…

Agora sou independente…
Começo de novo…
Não temo nada….
Sei que tenho uma semente…
Para criar… Descobrir…
Mas não espero nenhuma gota que seja…
Não tento imaginar cores…
Nem um príncipe que se beija…
Aliás deixem-se todos disso…
Contem apenas convosco…
Isto não é um conto de fadas…
É a vossa vida…
E é boa quando é assim…
Não precisas mais de espadas…
Que podem ser falsas…
Que trazem uniões quebradas…
Precisei de caminhadas descalças
E agora sou assim, independente…

Abro a minha capa laranja,
Tem um sorriso marcado na capa…
Por dentro tem de tudo…
O estranho e o bom…
As noites onde tudo escapa…
A serenidade, o nosso brilho…
O alegre som…
Que move multidões…
No mistério de sorrir….
E os irritantes turbilhões
Que invadiram por vezes o caminho…
Os cantos onde se vagueia sozinho…
Aquela vontade de dançar…
Fazer parte de um ritmo…
Que vem de uma onda…
Ou até de um céu… Mas nunca parar!
Nunca me cansar de tentar criar,
Algo que se chama de arte…
Mas ainda não descobri o que isso é…
Tudo isto faz parte…
Tudo isto criou…
O sorriso da capa…

Fecho a capa…
Pouso-a……
Sorrio… E está tudo numa boa…
Não é corvo…
Não é preto…
E voa…
Voltou a ser assim…
Passeando pelas ruas que gosto…
Descobrindo e criando de novo…
Um mundo para mim…
Não preciso de ouro…
E descansada hoje me encosto…
Segura do rio douro…
Está tudo numa boa…
Porque este é o meu tesouro…
Eu…
E pego na minha canoa…
Canoa? Prefiro um skate! :D
Dançando pelas ruas do porto…
E está tudo numa boa…
Estabilidade ou conforto?
Talvez… às vezes… xD
Prefiro dizer que não paro!
E danço… Nado… caio…
Sem contar os meses…
Levanto-me… e danço…

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Para lá do que vemos...


Olha bem nos olhos…
Nos olhos de alguém…
O que vês?
Nada mais que um par de olhos?
Alguns capazes de te tornar refém?
Pois… também eu xD
Mas vê bem, porque não voltarás
A vê-los de forma igual
Tudo o que uma pessoa conheceu…
Está lá mas não volta atrás
Nem que se molhem num gesto tão banal
Que se chame desespero
E não mais sentimento…
E é tão bom saber…
Que neles está tudo gravado…
Tudo o que é levado no vento…
Permanece importante…
Permanece guardado…

Estão neles todas as cores importantes…
As que passam despercebidas
As irritantemente berrantes
As apenas observáveis, mas conhecidas…
As simplesmente deslumbrantes…
E aquelas que vêm para lá do rímel
Que trespassa as pestanas
Que as tornas artificialmente esvoaçantes…
Que vêm para lá do pincel…
Vêm aquilo que imanas
E descobrem o que vem dos olhos
Que espalham as tintas…

Todos são diferentes
Personagens opostas
Fazem parte do meu ser…
Conheço as suas vertentes
E cores onde fazem apostas
Na espera de viver…

Neles estão todos os que conheci…
Que me mudaram
Um rosto que envelheci
Mas que valeu a pena
Tê-los no momento onde viajaram
Nas circunstâncias, comigo…
Uns permaneceram como esperei…
Outros a quem dei demasiado…
Mas todos precisavam de um amigo…
Gostei do anúncio no sabor do barco rabelo
Que navegava sem nada dizer…
E senti, afinal todos sabem sê-lo…

domingo, 19 de julho de 2009

Alguém pode acalmar o mundo?


Porque é que as pessoas correm tanto?
Discutem como se os motivos
Fossem a fonte última…
Levam a razão ao profundo recanto
Dos seus nervos vivos…
E o que vês lá de cima?

Só mais uma história…
Um dia desperdiçado,
Com a irritante correria
De um conflito de um mundo
Que acordou agitado…

Estás cansado do que vês…
O que ouves é tão desnecessário
Que não estás preparado para tal…
E dói-te a cabeça, o ouvido…
Estás irritado…
Dás por ti num estado natural
De um igual gesto ferido…
Onde está o impulso marcado,
Sempre no teu olhar real?

As palavras não interessam….
Aliás estás farto delas…
É aí que regressam…
É aí que te revelas…
As palavras surgem,
E já não tens medo delas…

Dás valor…
E só interessa um dia na praia…
Sentar na esplanada,
Comer um gelado…
Ao fim do dia passear por Miragaia…
Ver a terra sentada…
Saboreando o cansaço de mais um dia…
Que bom o ultimo raio de sol,
Invadindo a cara já rosada…
Relembrar a praia que sorria…
De tanta gente nesse baile de alegria
Que é curtir uma onda…
E nadar… Nadaar! Todo o dia…
Mergulhar em todas…
Um verde vindo de algas ricas
Em marcas de peixes esvoaçantes…
Ondas do mesmo mar, constantes
E sempre únicas…

Flutuas ao vento…
Passas de fugida,
Pelo mar e pela imaginação…
E no fim do dia mergulhas na tela
Nos pincéis… Embarcas na ida
A um mundo só teu…
Onde finalmente se revela…
Expões tudo…
Esvazias tudo o que vive em ti…
E que bom que é desenhar uma vela.
E o barco está completo…
E um monte de cores, tudo o que vi,
Está neste quadro repleto…

Inundada em tinta…
O chão todo borrado…
Apenas uma lavagem de mãos sucinta…
Porque é bom…
Um dedo azulado…
E outro a desbotar o tom,
Mas ainda um suave laranja…
Guardo o cavalete,
Não gosto do quadro…
Mas é o que se arranja…
E está lá o meu novo jardim…
Onde sento a tela…
E peço calma ao mundo…
Mostro as cores espalhadas,
Descoordenadas no profundo
Arrancar de uma vivência,
Cria-se a vertente…
Agarra-se então,
Esse espaço sorridente…

quinta-feira, 16 de julho de 2009

As pessoas vão e voltam...
Não sei de onde,
Não sei para onde...
Não sei porque se revoltam...
Não sei o que procuram
Num sereno movimento,
Constante...
Dum ser inquieto
Que procura o sentimento
Na fuga do mesmo...
No eterno desconhecido de feto
Que se julga sabedor...
Em passos apreçados
De cansaços e fardos
De uma escolha sem sabor
Do sonho pintado!

Não sei o que procuram,
Mas vão e voltam
Nas eternas diferenças
E letras que se queixam
Num jogo de crenças
Que desunem o mundo
Na igualdade de asa...


Alguém que lhes pergunte
Eu não quero...
Conhecer ou julgar...
Por nada espero...
Voo em qualquer cidade
Em qualquer jardim,
Em qualquer recanto...
Na leveza de vaidade
De saber que não encanto
Qualquer quadro
E certeza imperfeita
De que o sonho que canto
É uma união a descobrir
De uma vivência feita!
9.6.2009

Um passo nas especulações de um ciclo paralelo...

É uma mente que vagueia
Sem dono ou liberdade...
Num vazio ou numa ideia
Pelos cantos de uma cidade
Ouve o campo!...

Dá de novo um passo
Nas especulações
De um ciclo paralelo
Num parapeito pousa o caderno
De claras, falsas ilustrações
Onde cai como um elo
Uma missanga amarela
E duas fitas suspensas
A ver a distância de chão
E o apoio quee se revela...

No parapeito gasto
Vê marcas de outros pardais:
Um piriquito que esperou
Noite após noite
Presenças irreais...
Um rosto que errou,
Sonhos de histórias banais
Que se ficam no pedido
E não ouvem os pardais
No parapeito oferecido!...

Antes de lá entrar
Reflicto neste marcado cimento
Porque aqui sinto o ninho
De um azul sedento
Que sorri mesmo sozinho...
(Dealema- Recado)
3.6.2009


Quero-te sentir...

É a certeza que nos demarca
Da corrida de mundo
No espaço envolvente de agir...
Guardo sonhos numa arca
Para que não possam cair
Ou ser levados na escolha
De qualquer coração que parta
Ou seja varrido com as folhas
Na hora da recolha...

Por vezes, peço
E tenho a certeza que sim!
No pensamento que escrevo,
Nesta letra o regresso
Não é desejo... Porque será assim...
Algo de relevo
Num livro colorido
De um novo momento...
Que me fará sentir...
O que peço ao ouvido
De um pensamento
De um rosto sem nome
É o que revelo,
Porque sei que sim,
Que será o nome ao sentir
Que faz o anónimo agir
Porque é assim...

será ouvido...
No dia em que os ponteiros
Se fundam...
Os segundos derradeiros
Nos sorrisos poderosos
De uma mente livre...
O relógio desfeito
Ao sabor de ventos curiosos
E é levado na espuma
da rebentação de uma onda
De uma praia desconhecida
Na ausente bruma
Nasce o sol,
Reluz o seu último pó...
Acaba-se o tempo...
A noite...
nos olhares de um só...


26.6.2009

Serena espera...

Aguardo o amanhã...

Com as mãos abertas

Estendidas ao destino

Sem praias desertas

Ao som do estranho sino

das novas descobertas...

Não temo mais
A incerteza de nada

Do certo que é sentido
Nas existentes irreais
Praias onde nada
Sem sentido...
Qualquer um de nós
Que procura inspiração
No gesto vestido
Em que luta a sua voz...

Apenas aguardo

Não espero...
Vivo, não guardo
Não sonho, nem desespero

Apenas sorrio

Sorrio...
Porque terei sempre uma praia...
Uma noite serena
Uma noite de luz
Por onde tudo saia
Uma paz de ondas
Onde tudo seduz
Um sol da noite de luar
Sentada na areia
Mergulhando no mar
Onde posso voar...

(Dealema- Fado vádio)

1.7.2009

Sun shine...

Apetece-me agarrar…
Todo o teu ser…
Abraçar-te devagarinho,
Para que possas ver que está tudo bem…
E para que vejas o quanto me preocupo
Contigo e com o teu mundinho
Tão pequeno que nos faz gritar também…

Talvez não precises…
Talvez tudo o que queira é que me leves…
Não sentir as minhas raízes
Apenas encostada a ti,
A sentirmos como somos leves…
E tudo não passam de histórias felizes
Com medo do que vesti…
Ou com fardos desnecessários
Que carregamos…
Quero sentir todos os rios
Ao teu lado…
Sem definir se flutuamos
Ou talvez se voamos…
Apenas estar abraçado
A esse reflexo onde te viste,
Onde me viste a mim…
Não ter medo de ficar triste,
Por culpa de um espaço eterno
Onde poderemos dizer que sim…
Ao teu lado…
Nessa reflexão de uma liberdade,
Onde permaneces abraçado…


Ajudaste-me… Inspiraste-me…
Mas esse é o teu espaço!
Aprendi a sentir, não só com tudo o que vivi…
Mas nas palavras que abraço
Do teu ser mal acalmado de voz…
Mas seguro de calma…
Estamos ligados no estranho a nós
Que apenas queremos uma alma
Para viver sorrindo ao mundo…
Sem questões ou dúvidas
Que nos façam refém
De uma mente confusa…
Apenas sentido as vidas
De uma onda que vem
Esqueço a reflexão difusa…
E vejo esse local, sinto-o…
E sei que aí estaria bem…
17.7.2009

Saber voar...


Podem dizer que sofri
Porque estava sozinha
Numa casa estranha, em silêncio invadida…
Podem dizer que precisei de ser amada…
Podem dizer que chorei,
Chorei uma alma perdida…
Chorei uma água parada….
Como nunca antes… Mas remei,
E sei que fui abraçada…

Podem dizer que não fui eu…
Porque eu sorrio e gozo
Tudo aquilo que parece vazio
Podem dizer que choveu
Mas como dizem,
Eu não temo o frio…
Nele também está o sol,
Também a chuva é alegre
Percorrendo uma face gelada
Prestes a ser limpa,
Uma alma fechada
Que se entrega
Para ser libertada
Ao céu que se carrega
De gotas de água que anseiam
Na queda livremente
O seu novo arco-Íris…

Podem dizer que o voo que canto
É estranho, que assusta,
Que não o compreendem…
Que é apenas um canto
Um refúgio de uma alma astuta
Que não quer ver o que vem…
Mas não é…

No meio dessas lágrimas…
Encontrei-me a mim própria..
Encontrando calma ao sabor do vento…
Saboreando o tempo da Natureza
Que não é tempo, é sabor
De nada ter, e tudo sentir…
Na minha fraqueza
Senti o que é o amor…
Tive que fugir,
Livrei-me dos medos…
E encontrei, aquela com quem sempre dei cor
A todas as páginas da vida
A todos os enredos
De uma família que parece perdida
Que todos nós adolescentes, vivemos…

E encontrei a única pessoa que cabe nos livros
Nas canções, livros de filosofia,
Rascunhos antigos da calçada,
Manuscritos perdidos de grandes pensadores
Nunca reconhecidos…
E fui abraçada…
E todas as minhas dores…
Foram rostos compreendidos…
Tudo para perceber a minha força…
Enchemos o mundo de cores…
Encontrei a minha paz…
E entres palavras e traços a pincel
De liberdade, metáforas de carrossel
Num real passo audaz
Entre jardins e casas…
Só queríamos voar…
Não queríamos crescer…
E hoje sei…
Não é preciso ter asas…
É preciso não ter medo de viver…
12.7.2009

(chimarruts- saber voar)

Tudo me chama... Onde?


Tudo me recorda um pouco…
Tudo tem um pouco…
As alegrias que vi…
As tristezas que inventei,
Ou estavam num ser rouco
Entres tantos que conheci
Ou estavam em mim,
Quando sem querer esse fato vesti…
Mas eu não sou assim…
Eu amo viver,
Por percorrer todas as calçadas,
Vivendo, cantando, todas as ruas
Todas as flores que as preenchem
Todas as casas abraçadas
Ir a concertos, ouvir músicas tuas…
Conhecer todas as pessoas
Que estão ligadas,
Porque não vêm o que parecermos ser…
Sentem quando voas…
Sentem o que somos…

Conhecer também todas aquelas,
Que passam sem saber…
O que vês nelas,
Sem saber até que sabem ver
Além de um mundo agitado…
Sem Saber que um pouco te revelas
Num quadro pintado
Apenas no complexo impulso do seu ser…
E poder mostrar o quadro?
E saber o quanto estamos errados…
E proteger o pincel
Desculpar o nosso impulso
Reconhecer os teimosos quadrados
Que desenhamos sem querer
A tentar recuperar um pulso
Que vemos num olhar…
E se os círculos pintados,
Foram incrivelmente reais?
Se souberem mesmo voar?
Como proteger olhares embasbacados?
Saberam assim viver? Sorrir?
Ligados na união de serem desmascarados?
Resta-me explicar, tentar que comprendam
Que a culpa é dos seus passos apressados…

E volto a recordar…
A sentir o que escrevo…
De um passado ou um futuro?
Será sorriso de relevo
Que invade o meu presente?
Fou fazer um furo,
Num espacinho da minha cabeça
E esperar que se esvazie, tão suavemente,
Que nem sinta o fugir de uma recordação
E mesmo que o intenso se esqueça
Ele está na minha vertente
Quando estendo a mão,
Quando pego num pincel
Quando em criança com os meus irmãos
Não havia receio de andar de carrossel…
Quando escrevo as emoções
De uma vida que não percebo…
Quando ouço as canções,
Que parece que me ouvem
Que comprrendem que as recebo
De quem deveria ser…
E com orgulho olhar o que vem,
com o brilho nos olhos,
De quem começa de novo
Sem nada que recorde um pouco....
Tudo…. Ou o sabor do nada…
Saber apenas que já fui um ovo…
Sem especulações…
Sem nenhuma encruzilhada…
Sentir a minha mente…
A viver a minha voz libertada…
16.7.2009


"Se queres mudar o mundo então muda-te a ti primeiro…"