domingo, 30 de agosto de 2009

A tua guitarra...



De cabeça encostada
Sobre umas pernas quaisquer...
Desde que permaneça sossegada
escutando...
Qualquer nota que vier
Daquela mal preocupada
Que permanece onde ando...

Quero ouvir saltar das cordas
A força do teu braço
O impluso do teu ser...
Quero sorrir quando acordas
Ver tazido no regaço
O sabor de viver...
A ânsia de ver,
e soltar todas as notas...
Despentear o cabelo...
Vestir uma roupa larga...
Descalçar as minhas botas...
A cada nota que surge
Encostar-me á calma que se alarga...

Sentir essa mão afastar
e envolver, cada fio....
Do meu cabelo solto...
E sentir a música que se cria
E enche um lugar vazio
De um som nada revolto
Totalmente uma nota que sorria...

sábado, 22 de agosto de 2009


Há por aí algures alguém que me ama...que me ama de verdade.
Já nos cruzamos... já nos encontramos.... Já nos ligamos... Mas nunca permanecemos... Nunca ficamos...
Tudo aconteceu num daqueles dias em que não era uma raparigal normal... ou talvez fosse bem mais normal do que todos sentiam...
Era uma rapariga que não lutava por nada... não disfrutava de nada...
Apenas vivia... Vivia tudo o que sou... tudo o que vinha...
E era tão bom...assim...

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Contra relógio acertado no desconcerto...



É tão irritante
Este emaranhado de linhas
Tão confusas e distintas
Que se torna fascinante
A união que fazem…
Num cachecol aconchegante
Tão bem borrado de tintas
E por vezes sufocante…

Até as ondas do meu cabelo
Nos trazem o nosso verão…
Onde dentro de um enorme novelo
Sorriamos sempre ao que era sentido
Naquela nossa estação…
Nossa! E inquebrável…
Que nos enchia de sentido…

E hoje tudo volta a acontecer…
No meio da rua,
Onde peões balançam sem parar…
Tudo parece acalmar para te ver…
Tem as asas de uma cacatua,
Mas também a força de voar
E não ficar no meio do tempo
Para que possa permanecer tua
Ao som do meu riso mais forte
Arrancado pela tua voz
O teu olhar…. Nenhuma dose de sorte…
Nenhum gesto que fique sós
Nenhum acaso…
Nenhuma coincidência….
E demasiado sentido….
Demasiada vivência…

Deixei passar ao meu lado…
Mas não consegui evitar,
Desenhos, filmes e cores…
Deixei o amor calado…
Não agarrei o abraço
Que é meu… Era hoje…
Tão seguro e embasbacado
Onde não preciso de um braço
Se o coração não foge
Foge… Mas permanece ligado…

E saio com o lema
Batendo irritantemente a cabeça…
Toda a alegria… Toda a investida…
É agora dilema….
De soltar toda a palavra contida…

Olho todos os botões…
Continuam a sorrir…
Suspensos livremente… Sem razões…
Dançando na minha pulseira
E penso que bom esquecer os quadros
Pintados ao longo dos padrões
De uma vida inteira…
E pensar apenas no sorriso….
Na calma verdadeira…
E gritar a união que interessa…
Esquecer que alguém espera que se lute…
Esquecer…
As pedras do porto, gaia ou Leça…
E gritar….
AMO-TE!

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Escolha da vitória...


Escolher é por vezes dificil... Por vezes fácil demais...Mas é tão bom poder disfrutar das nossas próprias escolhas e sair com um sorriso.... A isto se chama vitória...Viver sonhos...

domingo, 16 de agosto de 2009

Odeio quando te encontro... Odeio quando te procuro....

ESTRANHO....
MÁGICO...

AFASTO-TE... Quando TE DESEJO...
Digo que não...Mas fico...
Impeço o teu beijo...
Antes de partir os teus lábios espero...
Mais uma tentativa...
Quero manter esta ligãção viva...
Quero que ouças o que desespero....
Quero manter o meu ser feliz
Aos teus olhos pelo menos...
Quero continuar, quando sorris
partilhar... No meio de ventos serenos...
Os nossos sorrisos e olhares...
Fortes e desejosos...
E Continuo a desejar....
Mas continuo a impedir os teus jogos perigosos...

Entregue ao sabor da partida... Alheia á chegada...


Já tinha saudades
Desta simples passada…
Digo que sou cheia de sorte
Apesar de verem dificuldades
No caminho de uma alma pisada
Por vezes num abandono ao recorte
Desmedido das partes possíveis
Desta alma habitada…

Sigo as pegadas dos meus sonhos
Que me tornam a pintar o rosto
De momentos risonhos
Num baile cheio de gosto
Pela vida de um momento
Sem cabeça de prisioneiros
Entregue ao impulso da vontade
Do simples sentimento
De pensarmos todos por um
De sorrir na simplicidade
De gestos tão dentro do comum…

Estou cansada de historinhas
Giram dentro de um mundo
Cheio de pessoas minhas
Mas não pertencem a ninguém…
São superfície acumulada na pele
De cenas vizinhas
Mal cruzadas no que vai e vem…
Historia…Que o presente repele…

Cansada de conversas de sexo….
E tretas sobre posse e dinheiro
De uma felicidade sem nexo
Assente no vício dependente
Do falso conforto que oferece
Esse grama cara …
Em qualquer canto encontrada
Em mais um que apodrece
Toda a sua cara
Num sorriso de fachada…

Eu prefiro o presente….
A simplicidade… A Natureza…
O orgulho da família….
Os amigos de uma vertente
Saudável da beleza
Que em nada se escrevia…
Em nada se lia….

E assim aproveito…
As tardes no rio…
Canto alto sem medo de preconceito
Sinto a cascata
Da água onde nunca tenho frio
Que passa o corpo tão forte
Sem que nunca me bata…
Vem tanto…
Quanto for a minha sorte…

Levo um mergulho na noite
Do reencontro reservado
Em longo sorriso
Demasiado momentâneo
Que surgiu demasiado ligado
Ao acaso sem aviso…

Fica também a estrela cadente
E todos os desejos que levo
Em todo este jogo de voltas
E em cada semente
Que sai das flores que rego
Para afogar as revoltas…

Continuo a sentir a força da água…
Como um peixe…
Que nada a sua primeira vez…
Assim toda esta força foi tua
No meu desfeche
Sempre marcada por ti sereia…
Em qualquer rua….
E tenho a vontade de nadar
Longe de qualquer cadeia
Dentro do som que desagua
No sorriso do meu ar...

Alegro-me na primeiro pedra
Que dominei...
à supercie transparente
Da água onde muito mergulhei...
Onde nadei sem gente
Ou acompanhada bem demais...
E onde tornei a sentir a alegria
De jogos banais...