Ia pela rua inquieta para vos ver...
Para te ver a ti…
Um certo desafio de superar as memórias,
E pôr á prova “o viver de novo”,
Receava a minha cabeça…
Até que surgiram as simples vitórias
Os simples momentos, tão difíceis
Que alguém os esqueça….
Aquele gesto de sorrir, sentir completada
A minha personalidade, os pincéis
Espalhados em cima da mesa,
E as telas sempre diferentes, fascinantes
Que hoje percebo a vivacidade dos carrosséis
Que ela já pintava nessa estranheza
De uma semelhança familiar, onde antes
Nos juntávamos a pintar, a partilhar…
E tu leão, no teu geito pintavas muros
Calavas o poder de todas as estantes
Empilhadas de livros, que de repente pareciam voar
Com alguns traços escuros
Com a vivacidade de cores contrastantes
Que marcavas em locais proibidos…
Em casas habitadas…
Em ruínas cheias de abrigos…
Em construções desfiguradas
Enchias tudo desse impulso
Mostravas ao mundo os amigos
Que podem sair de um conjunto de latas
Num poderoso pulso…
E vens sempre fascinado, por mais uma…
Mais uma que engatas…
Mais uma presa na inesperada pluma…
Hoje surgiste de branco,
Harmoniosamente enérgico…
Como sempre te vejo,
Tirando as preguiçosas manhãs de dorminhoco…
Abraço-te e sorrio, aproveito e insulto
Essa cabeleira de leão, e dou-te um leve soco
Para mostrar a energia que carrego…
Por te ver tão pouco adulto :p
Mas tão decidido e seguro…
A saudade que sentia não nego
E digo-te sempre todo o teu feitio
Que de novo aturo…
Reconheces a tua pulseira…
E logo uma minha desaparece,
Para que tu a leves a passear por aí…
Já nem me lembro da dúvida derradeira…
O receio se desvanece…
Porque contigo todo o desafio,
É uma brincadeira…
Que nos faz rir…
E de novo sei o que é voar…
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Voar voar voar :)
ResponderEliminarVou agora ver a libelinha,ela vem hoje para casa,vou-lhe dar o teu abraço! :D
Beijinho para ti,borboleta