segunda-feira, 12 de julho de 2010

Juntos... no carrossel... na aliança... juntos... A VOAR... finalmente.

Fui para Odc,
Cidade de odivelas,
Manos de cabeça baixa
Um povo que tudo vê...
Espreita aquelas,
Onde se encaixa?

Em nenhum lado
Longe da pobreza
Por isso têm o peito inchado...

Putos são roubados
Abandonados na vida.
Olhares vazios vivem,
Nestes muros pintados...

OHohh... Sai daqui vida madrasta...
Quero ser livre!
Neste passo que se arrasta,
Quero voar e viver,
Sem a voz que desgasta
este cérebro a crescer
Este coração a sofrer
Numa vida madrasta.

Até o peito inchado
Esconde a asa quebrada
Um olhar iluminado
Pelo pesado rimel
Está ferido pela espada
Que troca o carrossel
Anda em contra-volta
Escuta o pincel
E sente a revolta.

Todos temos problemas
Todos respiramos a custo
Comemos dilemas
Perdemos o gosto,
A confiança,
de escrever poemas
com um rosto de liderança...
Como escrever bem
se só vemos ganância,
Suor e desgosto?
Vou escrever da aliança...

Juntos voltamos
A ter cor e pintar
Um voo onde embarcamos
A preencher as ruas
A encher as almas nuas
De nós que rebentamos
E são agora telas
De boas paragens
Que pintamos
E é onde te revelas...

Todos temos um olhar vazio
Todos temos sombrias casas
Todos temos frio
Todos temos asas
Para esconder paredes
E voar outras ruas
Sem correntes e redes...

Juntos passamos pelos anos
Sem dar conta,
Dos erros,
Das quedas e enganos...

Rebentas os nós, as cordas...
Na paragem, a espera.
Acordas...
É com fome que engordas,
Juntos, a aliança supera.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Bolas de sabão

Uma música...
Que nos faz sentir...
Uma amiga e tu...
Bolas de sabão do frasco azul
Faz seguir
Faz lembrar, sucinto
é que não é o acaso
De ver e persentir
aquilo que niguém faz caso...

Nessas bolhas de sabão...
Envolvidas
Cobertas de notas musicais
E de uma nova sensação
As investidas devolvidas
As ideias reais.

Nesse acaso pequeno
de simplicidade quotidiana
Acaba-se o terreno
Acaba-se a mediana
Veste-se o extremo
e o sereno...

Nesse acaso pequeno
Nesse acaso raso
Nesse acaso rápido
As bolhas lembram alguém
Não está em vaso
está vivido
está em floresta...
E prepara-se para ver casas
uma esquina, uma aresta
Uma árvore, umas asas
um aristo
tudo o que os resta...
Um acaso e um misto.

sonhos cor-de-rosa não...
Azuis e verdes.
Porquê?
Azuis, verdes e laranjas. São!
Que cores são essas?
Não são peças...
São meus...
E de quem os quiser
saber ser...

Num acaso pequeno
Sabes que és feliz,
A razão de viver
e de um por vezes escaleno...

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Ave depenada



Lutei pelo nosso sol
E agora, assim tão longe
E tão coberta de nuvens
Nada mais do anzol
Serve ás tuas penugens
Grandes de falcão...
e sinto-o cair,
Em ferrugens
De quem não tem razão
E tão pouco foi falir
A pensar na solidão

Costumava brincar
Com os perigos
De quem não sabe andar
Mas hoje os amigos
Têm mais que fazer
E não me posso atrasar!

E não sei mais ler
Nem escrever...
Quanto mais conselhos,
Que vinham do instinto
Ao sabor de conceitos,
Ao sabor dos vermelhos
Olhos que não minto
Ao descrever preconceitos
No mais puro exemplo
De paz no recinto
Em que os feitos
Não valem templos
Do passo extinto
Que ainda voa
No teu pensamento!

8/2/10

Cordas inquietas

Não é mais curiosa
A ideia da corda,
Qual quebrou?
Quando? Porquê nessa nota?
Inconstância transborda
No silêncio que sou
Mas já se nota
Que muito se recorda
E algo notável notou
Que alguém acorda
Quando já sou eu,
Que não estou...

Batida demente


Detesto a procura
Mas procuro sem brilhar
E troco o passo
De toda a cura
Que me fiz pensar
De todo o espaço
E toda a loucura
Que não quis pisar!

Até a batida,
É solta e demente,
Leve, agressiva,
Nervosa e desenxabida
Num dormente
Surto de fumo
Onde na paz invadida,
Se perde o pé ausente
E algum rumo...

Nem as palmas
Nem a euforia
Me faz ver,
Se tens alma sequer
Só um pouco de alegria
Do cansaço
De quem não sabe o que quer...
Aceito um voo escasso
Porque talvez mais,
Ou nada
daquilo que aparece
Alguns ventos digitais
Mas sou eu quem nada
Ou tento...
E ás vezes são demais
Quem vai desatento
Aos meus ideais
Quem vai ao relento
Dos perigos reais...

E enche de prazer
Toda a minha asa
De viver e fazer
Soldar letras e frases
E tudo o que encolher
É melhor casa
Que estas fases
Que vim escolher
Apesar da sua graça
São frutos ácidos
Que não quero colher
E debaixo da ácida couraça
São os pedidos
Que temo saber...

21/1/10

Voz calculada

Chego junto da varanda
Ouço algo
O bater do coração?
Algo que manda...
Permanece
Com tom de fidalgo
Tum-tum, Tum-tum, tum-tum...
Calcula e esquece
Que somos parte de um
Barco do mesmo nó
E voz de um só...
17/1/10

Bailarina da vida

E os seus olhos de bailarina
Tornam a encher e seduzir
Aos poucos...
Todo o pátio que se inclina
Sobre um sapato a partir
De olhares roucos...
Então, todo um baile
Se devolve
Todo um xaile
Cai ao chão
Todo o encanto,
Se descobre
Todo o salão
Em cada canto
Deixa de ser lata e cobre,
Deixa de ser chão e madeira
Para ser razão,
Ouro e brincadeira...
17/1/10

São outros andamentos...



Falas, corres,

Lutas e chamas...

Aquilo que danças,

Aquilo que alcanças.

Brincas com as chamas

E não te cansas.

Não sabes o que amas,

sabes que vives sem querer correr

E corres por viver!

Permaneces, nessas andanças...


12/1/10

Oito!

O mesmo jogo
O mesmo tempo
Muda o espírito
Sem retorno
Apenas num novo enrugado
Sopro de grito
Onde nada é morno,
Tudo é extremado...
Um vício? Um cargo?
Um erro? Uma síndrome?
Apenas algo nos olhos,
Que se desfazem em cinza!
olho... Sinto-me!
Mas além, nada mais que olhos,
Embebidos em veias,
Aguados; Sem vida;
Sem matemática; Sem teias;
(Não acorda nem dorme)
Sem arte; Sem ida;
Só um vazio enorme!
11/1/10

Afirmação da negação...

Sim!
Posso dizer!
Voltei a sentir-me assim,
Com inspiração,
E um pouco de mim,
E de passos com razão.
Voltei a ter,
Um sorriso sem fim
Passeando pelos corredores
E mostrando ao anoitecer
E a todos os rumores,
Do pôr do sol e da lua,
Porque antes de crescer;
Depois e antes de dores;
E na tua alma nua,
Havia o sorriso a nascer.
Tudo no seu rebelde cachimbo
Onde pousava o tesouro
Das mãos que carrega
E com cuidado carimbo
O peso do teu ouro
Na bagagem sem rega
Onde tresanda
O cheiro...
E não pára nem anda,
Essa faísca de esqueiro.


Janeiro/2010

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

A nossa vida é esta sereia...

*ha smp muito por onde voar mas as vezes inda estamos perdidos em voos antigos para voar o que temos á nossa frente
*nunca te esqueças

nunca esqueças o carrossel em ti que te faz voar mais e mais..