sexta-feira, 25 de setembro de 2009

A vida...

A vida é tao inconstante;
tão imprevisivel...
tão depressa é fustrante
um sorriso que não é visivel,
inixistente numa cara de dor...
Como é tão fascinante,
cheia de aventura,
cheia de sorrisos e amor,
Tão depressa é a vinda como a ida...
Tão cheia de boa loucura
Um som sempre ameaçador...
Vozes de ternura
Tão preenchida...
Tão desprevenida...`
E assim é que é boa...

sábado, 19 de setembro de 2009

"O regresso!"

Ansiosa... Desejosa... Realizada... Sem intenções... Cheia de planos...

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Já se faz sentir...


Tantos passos!
Passos apressados;
Passos leves;
Lentos; medrosos;
Tão silenciosos e pesados;
Tão alegres de posses breves,
de uns novos sapatos orgulhosos...

Um semáforo perdido....
Mesmo a preto e branco se distingue
O irremediavel vermelho
Um consciente invadido
por uma nova balada de um ringue
frente ao acaso deste aparelho
entre um relógio e a sorte
bem antes da esquina,
do outro lado da espera
E as riscas pintadas no chão
Isto é algo que me fascina
que me leva á beleza que era
poder ver o falcão...

Dou por mim a dizer
Que o mundo está uma merda...
Mas quem sabe sentir
o que estou a ver
Sabe que merda é não saborear o vento
Saber fugir de qualquer argumento
que traga o que está a acontecer
E dou por mim envolvida
Apenas no sentimento
Assim continuo a escrever
Á procura de um pouco de vida...

Tantos passos!
Passos apressados;
Passos leves;
Lentos; medrosos;
Tão silenciosos e pesados;
Tão alegres de posses breves,
de uns novos sapatos orgulhosos...

Tão donos de seus passos...
Vejo tantas caras....
Alguns rostos conhecidos
No meio de beijinhos e abraços
Relembro as aparas
de lápis outrora reconhecidos
Nos desenhos de outras paragens
Demasiados sentidos....
Para um só dia....
Demasiadas bagagens....

é tao reconfortante
Ver as minhas caras amigas
Sinto o cheiro do meu riso confiante...
Mas penso em qualquer rumo que sigas
E sinto...A dúvida....
Relembro a fuga...
E sinto o desejo a alegria,
e o fervente orgulho
Na minha nova ruga
que nasceu da rua onde um dia
senti o peso da escolha...
É... conheci-te... Conheci-me a mim...
Intensamente senti....
O poder da oferta e da recolha...
E foi asssim...
que o mundo descobri...


Tantos passos!
Apressados; leves ou gastos...
Tantos passos!
Hoje sinto a minha escolha,
O meu mundo de sorrisos
O meu mundo de abraços....

Mas sinto a memória
O tempo que deixei....
Aquilo que agora é só uma história...
E percorro a sensação
no meio das minhas ruas de reinação
senti uma pedras entre muitas da calçada
Marcada, mas fácil aqui...
Tão previsivel e cantada
E entres tantas que piso...
Sinto a tua saudade...
A vontade de fugir...
Um desnivel no piso
Que já se faz sentir...

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

"O começar de novo..." :D



"é mesmo becas..
tu renasceste e perdeste o medo de voar
de mostrar ao mundo as tuas palavras"



eu vooei muito... muito mesmo... dias e dias seguidos....
depois foi bruto voltar ao solo.... doeu... fez-me chorar...
Chorar muito... Embora calma...
mas com um enredo de medos presente que saltavam, todos, como bolas de baskett que ganhavam vida... eram lançadas nos cestos certos!
e depois... de um momento para o outro...
surge o sorriso... acaba-se o medo
saboreia-se o até já...
faz-se as malas
saboreia-se a viajem
saboreia-se o regresso
saboreia-se o inicio
saboreia-se o começar de novo !



(Ainda me lembro de ir para a frente do público... Declamar tão naturalmente... Rir-me com o público que tirava gozo da minha pronúncia do norte da qual me orgulho :D
Ri-me com ele, olhando bem nos olhos e no sorriso que brincava...
E continuei a olhar para o público, e declamei, representei, com todos os gestos planeados e não planeados... Foi tão bom!)

terça-feira, 1 de setembro de 2009

"Olhinhos de coruja" e "pipinha de leite"...




Eu percebo-te...
Mas os teus olhos brilhantes, os teus canudos perfeitos e brilhando ao sol no seu tom claro e chamativo continuam teus...
Sempre foram teus... e só teus...
O brilho dos meus olhos, o meu canudo e o meu sorriso também continuam meus... e só meus...
Aquelas tardes na creche, aqueles abraços depois da espera brilhante com os nossos papeizinhos, desenhos e colagens que faziamos orgulhosamente decorados, de alegria babados, e um sincero toque de inocência e ternura...As histórias á noite continuam lá...
O brilho dos olhos que brilhavam junto aos nossos, e pelos nossos, continuam lá...
Os sorrisos, os abraços apertados, continuam lá...
Os beijinhos de boa noite...
Os "olhinhos de coruja" e um abraço entitulado como "pipinha de leite"...
Tudo continua lá...
É nosso...
Sempre foi...
Mas agora nós sabemos que o brilho é nosso :D
O brilho dos nossos olhos... não é deles, é nosso...
Não somos as meninas dos olhos de ninguém, porque os olhos são nossos...
E os nossos heróis continuam lá...
Mas o brilho dos nossos olhos é nosso...
É mais seguro, mais verdadeiro...
O brilho é meu :D


A menina de olhos escuros como duas azeitonas, profundos carregando um mundo de alegria no seu brilho, Sempre com um sorriso intenso era a menina dos olhos do papá e o colo da mãe era a segurança dela...
Agora os seus canudos desfizeram-se com o tempo... O seu cabelo é ondulado, e não esqueceu os olhinhos de coruja e a pipinha de leite...
E não só nunca perdeu o brilho nos olhos e o sorriso, como os ganhou, Seus e Seguros de si...



Foram só os primeiros a descobrir o nosso brilho e a brilhar por eles...

Inda bem que chegou a minha vez...
(Já não era sem tempo :P)