terça-feira, 29 de dezembro de 2009

Voz da cidade muda


Em possibilidade,
Tantas árvores plantadas,
Tantas pontes erguidas,
Tanta vaidade
E casas pintadas,
Percianas subidas,
Tantas sementes,
Que podiam ser árvores
E todos os esboços de nós
Não sido sonhos dormentes;
E todos os outros acordados,
São também voz
E ocupam os feitos pendentes...

Assim, Grandes,
Poderosos, gigantes
Se na nossa pequena cidade
Quase uma aldeia
Onde há por aí,
Um café da saudade
E uma mente alheia.
Está visto que caí
E hoje subo degrau a degrau
Da nossa avenida
Das nossas ruas
Assim, demolido o mau
Sempre! E não estou! Nem de ida...
Nem de regresso...

Estou devorada
Pela paixão do que segue
E só pára na calçada...
Não te zangues com o mundo!
Não há nada que o carregue,
A zanga é tua!
E é nossa a rua!
De braço ao vento
A cidade é grande
E há cores na lua
Em círculos,
Da luz que a rodeia
E um céu semeia
Olhares curiosos.

Encontrei o que procurava,
Olhares Unidos
Estranhos e Opostos
No som que amavam
E nos versos perdidos,
Mas ligados pelas frases
Sentimentos e vozes
De risos e impasses
E impulsos ferozes
De livres passes.
Chegamos!
Percorridos todos os ramos,
já ausente,
A senhora da Noite,
E outro ocupa,
O mesmo cargo reluzente
No mesmo céu de identidade
Mas de voz diferente
Onde é colorida,
Outra vontade.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Um Zum Zum...

Sabes bem...
Que reinas,
Mas não és ninguém
Conheces a vontade
De igualar esse fazer.
Qando vives de outrem.
Resta um pouco de vaidade
Neste não saber ser
Um pouco refém
Um pouco liberdade
Um pouco arte
e voz...
De motivo sem...
Um pouco falsidade
Em toda a parte
Folhas de desigualdade
Uma só árvore,
Donde parte!


E já conheço
O reflexo
A atitude voadora
Não esqueço
Espelho convexo
E luz enganadora
Nem sei que mereço.
Um pouco diferente
Mais superfície
Menos mar
Mais pé acente
Menos céu intenso
O outro pé também
Menos, perco, venco
venço, perco
Perco, venco...
Num ritmo vai e vem.
Ainda bem!
Escrito e por extenso,
Ainda bem!


A outra máscara
Ainda há quem trate
Anda de cara em cara
Há quem retrate...
11/12/09

Um dia de sol...



Está um dia de sol...

Hoje o dia faz-me lembrar aquela arte de mim que á um ano atrás descobri, à qual eu chamei de carrossel, e da qual agora tento não me esquecer.

Tudo começou por um falção que estava com problemas, que estava perdido no céu ou no inferno. E talvez fosse tudo muito mais para ele do que para nós!

Sempre soubemos que ele era forte, e agora dizes que não sabemos nada dele?

A última sexta que me senti assim estava um dia de sol como este e de manhâ vi-o a chorar e só o vi uns dias depois. Tinha saído de casa, estava ainda mais infeliz, mas mesmo depois de voltar à escola estiveste fora de casa mais de um mês.

Hoje sonhei que ele chorava e estava noutro país, nos Estados Unidos, acho eu, e que alguém andava atrás de ti. Não sei se é medo de o perder, do que pode acontecer, lembranças ou até verdade.

Quem me dera saber de ti!

Palavras desfeitas



O mundo é assim...
O "J" não quer jasmim!
O "a" quer,
Quer o seu aroma
O "s" sozinho...
E o "m" magenta,
Na pétala de cor
Mas o "i" é inquieto
E mais nenhum,
Quer ser flor.

Só o "J"!
( O mundo é assim.)
Não quer jasmim.
Quer jarro
Mas os "eRRes" querem carro...
Mas o jasmim quer "J",
se não é a mim.
É o escarro
Do "a" abandonado
E o "s" suprimido
A quem custa o respirar...
E o "J" aprisionado,
ela culpa reprimido,
Ou terra do gado
Que julga o seu jarro florido...

O mundo é assim...
O "J" sem rumo
Já não sabe do jardim
Parte, e não sabe como,
Por umas escadas
Onde me vê a mim
Sem subida, ou descida
Ou degrau que tenha fim...
Vê um de cor cheirosa
E pétala garrida
E já pede para ser jasmim.

Ana Vieira

Será?


Há quem diga que é realidade,

Ou que é mentira

Há quem diga ser da verdade,

Ou da mente.

Há quem diga que são cardos,

Há quem diga que cardos não existem.