Sem dono ou liberdade...
Num vazio ou numa ideia
Pelos cantos de uma cidade
Ouve o campo!...
Dá de novo um passo
Nas especulações
De um ciclo paralelo
Num parapeito pousa o caderno
De claras, falsas ilustrações
Onde cai como um elo
Uma missanga amarela
E duas fitas suspensas
A ver a distância de chão
E o apoio quee se revela...
No parapeito gasto
Vê marcas de outros pardais:
Um piriquito que esperou
Noite após noite
Presenças irreais...
Um rosto que errou,
Sonhos de histórias banais
Que se ficam no pedido
E não ouvem os pardais
No parapeito oferecido!...
Antes de lá entrar
Reflicto neste marcado cimento
Porque aqui sinto o ninho
De um azul sedento
Que sorri mesmo sozinho...
(Dealema- Recado)
3.6.2009
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