Com as mãos abertas
Estendidas ao destino
Sem praias desertas
Ao som do estranho sino
das novas descobertas...
Não temo mais
A incerteza de nada
Do certo que é sentido
Nas existentes irreais
Praias onde nada
Sem sentido...
Qualquer um de nós
Que procura inspiração
No gesto vestido
Em que luta a sua voz...
Apenas aguardo
Não espero...
Vivo, não guardo
Não sonho, nem desespero
Apenas sorrio
Sorrio...
Porque terei sempre uma praia...
Uma noite serena
Uma noite de luz
Por onde tudo saia
Uma paz de ondas
Onde tudo seduz
Um sol da noite de luar
Sentada na areia
Mergulhando no mar
Onde posso voar...
(Dealema- Fado vádio)
1.7.2009
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