
Podem dizer que sofri
Porque estava sozinha
Numa casa estranha, em silêncio invadida…
Podem dizer que precisei de ser amada…
Podem dizer que chorei,
Chorei uma alma perdida…
Chorei uma água parada….
Como nunca antes… Mas remei,
E sei que fui abraçada…
Podem dizer que não fui eu…
Porque eu sorrio e gozo
Tudo aquilo que parece vazio
Podem dizer que choveu
Mas como dizem,
Eu não temo o frio…
Nele também está o sol,
Também a chuva é alegre
Percorrendo uma face gelada
Prestes a ser limpa,
Uma alma fechada
Que se entrega
Para ser libertada
Ao céu que se carrega
De gotas de água que anseiam
Na queda livremente
O seu novo arco-Íris…
Podem dizer que o voo que canto
É estranho, que assusta,
Que não o compreendem…
Que é apenas um canto
Um refúgio de uma alma astuta
Que não quer ver o que vem…
Mas não é…
No meio dessas lágrimas…
Encontrei-me a mim própria..
Encontrando calma ao sabor do vento…
Saboreando o tempo da Natureza
Porque estava sozinha
Numa casa estranha, em silêncio invadida…
Podem dizer que precisei de ser amada…
Podem dizer que chorei,
Chorei uma alma perdida…
Chorei uma água parada….
Como nunca antes… Mas remei,
E sei que fui abraçada…
Podem dizer que não fui eu…
Porque eu sorrio e gozo
Tudo aquilo que parece vazio
Podem dizer que choveu
Mas como dizem,
Eu não temo o frio…
Nele também está o sol,
Também a chuva é alegre
Percorrendo uma face gelada
Prestes a ser limpa,
Uma alma fechada
Que se entrega
Para ser libertada
Ao céu que se carrega
De gotas de água que anseiam
Na queda livremente
O seu novo arco-Íris…
Podem dizer que o voo que canto
É estranho, que assusta,
Que não o compreendem…
Que é apenas um canto
Um refúgio de uma alma astuta
Que não quer ver o que vem…
Mas não é…
No meio dessas lágrimas…
Encontrei-me a mim própria..
Encontrando calma ao sabor do vento…
Saboreando o tempo da Natureza
Que não é tempo, é sabor
De nada ter, e tudo sentir…
Na minha fraqueza
Senti o que é o amor…
Tive que fugir,
Livrei-me dos medos…
E encontrei, aquela com quem sempre dei cor
A todas as páginas da vida
A todos os enredos
De uma família que parece perdida
Que todos nós adolescentes, vivemos…
E encontre
i a única pessoa que cabe nos livros
Nas canções, livros de filosofia,
Rascunhos antigos da calçada,
Manuscritos perdidos de grandes pensadores
Nunca reconhecidos…
E fui abraçada…
E todas as minhas dores…
Foram rostos compreendidos…
Tudo para perceber a minha força…
Enchemos o mundo de cores…
Encontrei a minha paz…
E entres palavras e traços a pincel
De liberdade, metáforas de carrossel
Num real passo audaz
Entre jardins e casas…
Só queríamos voar…
Não queríamos crescer…
E hoje sei…
Não é preciso ter asas…
É preciso não ter medo de viver…
De nada ter, e tudo sentir…
Na minha fraqueza
Senti o que é o amor…
Tive que fugir,
Livrei-me dos medos…
E encontrei, aquela com quem sempre dei cor
A todas as páginas da vida
A todos os enredos
De uma família que parece perdida
Que todos nós adolescentes, vivemos…
E encontre
Nas canções, livros de filosofia,
Rascunhos antigos da calçada,
Manuscritos perdidos de grandes pensadores
Nunca reconhecidos…
E fui abraçada…
E todas as minhas dores…
Foram rostos compreendidos…
Tudo para perceber a minha força…
Enchemos o mundo de cores…
Encontrei a minha paz…
E entres palavras e traços a pincel
De liberdade, metáforas de carrossel
Num real passo audaz
Entre jardins e casas…
Só queríamos voar…
Não queríamos crescer…
E hoje sei…
Não é preciso ter asas…
É preciso não ter medo de viver…
12.7.2009
(chimarruts- saber voar)
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