quinta-feira, 16 de julho de 2009



Quero-te sentir...

É a certeza que nos demarca
Da corrida de mundo
No espaço envolvente de agir...
Guardo sonhos numa arca
Para que não possam cair
Ou ser levados na escolha
De qualquer coração que parta
Ou seja varrido com as folhas
Na hora da recolha...

Por vezes, peço
E tenho a certeza que sim!
No pensamento que escrevo,
Nesta letra o regresso
Não é desejo... Porque será assim...
Algo de relevo
Num livro colorido
De um novo momento...
Que me fará sentir...
O que peço ao ouvido
De um pensamento
De um rosto sem nome
É o que revelo,
Porque sei que sim,
Que será o nome ao sentir
Que faz o anónimo agir
Porque é assim...

será ouvido...
No dia em que os ponteiros
Se fundam...
Os segundos derradeiros
Nos sorrisos poderosos
De uma mente livre...
O relógio desfeito
Ao sabor de ventos curiosos
E é levado na espuma
da rebentação de uma onda
De uma praia desconhecida
Na ausente bruma
Nasce o sol,
Reluz o seu último pó...
Acaba-se o tempo...
A noite...
nos olhares de um só...


26.6.2009

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