sábado, 14 de novembro de 2009

Vazio de uns... Vida de outros...

S:Tu é que o descobriste
Lá escondido

B: Tão dois triangulos
Ele esconde-se demais...
S:Quais?
B:E eu descubro-o sempre
S:Actos inconscientes e banais
Pois descobres!

B:Nós e o fernando... e nós e ele...
Falcão larga o fato em que te cobres
Se não afastas o que nos une
Perdes oportunidades
Mudas realidades
E trazes o que nos desune

S: Sim...
Pensas ser imune à dor

B: Mas escondes-te assim...
Permaneces assim...
Escondido... Sem cor...
E perdes todas as paragens...
Toda a vida... Toda a nossa viagem...

S: Levas os bilhetes
B:Todo o carrossel todo o seu sabor
Fazes promessas
Esqueces-te e não resgressas
Perdes-te na linha de comboio
O comboio passa
E somos nós quem te agarra
S: Cada travagem, curva e viragem
Esqueces o alento e sabor que te percorreram um dia?

B: Esqueces a nossa viagem...
Mergulhas na floresta invadida,
Por fumo, desgraça...
... e aterragem...
És levado na corrente...
Do mundo que nós criamos...
Esqueces a nossa vertente,
Que procura seguir
Num rumo que amamos...
Procura surgir...
Surgir num caminho com pedras...
S: Mas calma, respira
E vira a cabeça para o outro lado
Para o que tem significado
B: Esquece a mágoa, a ira,
S: Porque tu mesmo as levas...
B: E o desentendimento...
Procura ser livre
Procura ser respeitado
Educa o pensamento
Vai ao verdadeiro sentimento
E respeita o teu ser
Leva-te no vento, nos rios e no céu
S: Esquece a ida
Porque nunca nada partiu
B: Esquece a chegada
Esquece o que sorriu
Sorri de novo
Sorri esta estrada

S: Sente de novo
B: Abre os braços, sorri à tua volta
Mantém a vida abraçada
Mantém a tentação afastada
Cala o preconceito
Ergue a igualdade
Honra o teu respeito
E respeita a tua vontade
Não a força da mágoa no teu corpo
Não a do teu vício no mundo
Nada está ao contrário
S: Muda o teu trejeito
Sente a força,
Do voo
B: Relembra o teu jeito
S: Não. Não?
B: Alcança a tua asa...
Vive mais a tua casa...
Dentro do teu próprio passo
SIM... SIM...
Sê tu mesmo...
Esconde o palhaço
Que te faz rebaixar
Todos os dias ao stress e à raiva
S: Ok! não me posso deixar levar!
Mas dói
Sentir falar e não poder correr
B: Não ter medo de falhar
Deixar-me envolver
Doi... Custa...
Mas tem de ser...
Tenho de aprender a viver...
S: Três e assusta
Mas é um novo lugar
Uma nova volta
E não há volta a dar
B: Tenho que tentar
Ser livre e mergulhar
Esquecer a revolta
Pegar nos livros e estudar
Honrar a minha arte
Pensar na minha vida
Fugir à tentação
Seguir apenas na subida
Ter o espírito de um falcão...
S: A leveza de uma borboleta...
B: O amor da estação
Nas ondas de uma sereia...
A vivacidade de uma paleta
Onde também ronda a pantera
Uma simples brincadeira
Onde espreito
E a vida já o era...

S: Numa seara amarela
E laranja acriançado
Em tintas invisíveis a uns
E "resplandescentes" a outros
B: Onde o nosso tom se revela
E aos poucos deixa de ser desbotado

(B: Está bom assim? Não sereia?
Acaba assim?
S: Siiim :D)

2 comentários:

  1. A telepatia de quem sorri ao mesmo tempo!! :D
    Está perfeitamente imperfeito borboleta!
    Um dia as nossas palavras hão-de re-abrir uns outros lábios mudos :)

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  2. Gosto tanto de ti, de quem sou ao pé de ti! :D

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