Abri um dos meus caderninhos á procura de alguma coisa, fui à parte dos segredos e encontrei de tudos, poemas escritos em conjuntos, montes deles; bilhetes de carrossel; desenhos, palavras, voos, inseguranças, seguranças, medos e liberdades.... Entre eles estavam duas folhinas rasgadas de um livro.... São duas folhas que um dia me deste das páginas 37, 38, 39 e 40 de um livro que só tu sabes qual é... Deste-mo apenas por causa do poema das páginas 38 e 39 porque tinha um poema que falava de uma borboleta... e era assim que tu me chamavas... O poema chama-se:
"Para vivenciar nadas"...
o que tu não sabias, e eu muito menos é que o primeiro poema e o ultimo também eram importantes, eram três fases , três, o nosso número, o número do triângulo... E ainda bem que não sabiamos....
O primeiro, "ser SER" é o nosso encontro, onde começamos a escrever juntas e a conhecermo-nos aos poucos através de poemas que só procuram saber o que nós eramos, o que é ser, o que é a liberdade, e como sermos livres, como sermos nós mesmas, a diferença entre estar a ser, e como ser sempre SER.
O segundo representa aquela fase em que todos já nos identificavamos, tu eras a sereia, já reconheciamos o carrossel, o falcão, a pantera, e outros que foram surgindo... e eu a borboleta... daí entao um poema sobre uma borboleta...
Quanto ao último, "Lágrima, gota lágrima (ou:todas despedidas do mundo)", não é preciso referir muito, são os meus ultimos dias contigo, muito tristes e ao mesmo tempo muito felizes, os momentos em que aproveitava os ultimos segundos contigo, os momento em que soube mesmo sentir o verdadeiro valor da amizade e só te tenho tudo a agradecer...
Página 37
"ser SER
Seja ruído
seja beijo
seja voo
seja andorinha
seja lago
seja pacatez de árvore
seja aterrizagem de borboleta
seja mármore de elefante
seja alma de gaivota
seja luz num olhar
seja um cardume de tardes
e grite: JÁ SOU"
Página 38 e 39
"Para vivenciar nadas
borboleta é um ser irrequieto.
para vestes usa pólen.
tem um cheiro colorido
e babas de amizade.
descola por ventos
e facilmente aterriza em sonhos.
borboleta tem correspondência directa
com a palavra alma.
para existir usa liberdades.
desconhece o som da tristeza
embora saiba afogá-la.
usa com afinidades
o palco da natureza.
nega maquilhagens isentas
de materiais cósmicos. como digo:
pó-de-lua, lápis solar
castanho-raiz, cinzento-nuvem.
borboleta dispôe de intimidades
com arcos íris
a ponto de cócegas mútuas.
para beijar amigs e vidas ela usa olhos.
borboleta é um ser
de misteriosos nadas."
Página 40
"Lágrima, gota lágrima
(ou: todas as despedidas do mundo)
lágrima
é uma sensação que escorrega.
mundo está seco de coisas e trans-sensações
assim a lágrima presta-se
a desressequir o mundo.
porque:
mundo está duro;
mundo está pedinchar molhadezas
que só amor tem num bolso;
mundo está ainda grande e
tão pequenino já.
lágrima, afinal,
é uma carinhosa correcção do mundo
e tem pontes com a amizade.
porque:
sinónimo sincero de amizade
é celebração.
assim mesmo, ela, húmida. bem húmida."
"Para vivenciar nadas"...
o que tu não sabias, e eu muito menos é que o primeiro poema e o ultimo também eram importantes, eram três fases , três, o nosso número, o número do triângulo... E ainda bem que não sabiamos....
O primeiro, "ser SER" é o nosso encontro, onde começamos a escrever juntas e a conhecermo-nos aos poucos através de poemas que só procuram saber o que nós eramos, o que é ser, o que é a liberdade, e como sermos livres, como sermos nós mesmas, a diferença entre estar a ser, e como ser sempre SER.
O segundo representa aquela fase em que todos já nos identificavamos, tu eras a sereia, já reconheciamos o carrossel, o falcão, a pantera, e outros que foram surgindo... e eu a borboleta... daí entao um poema sobre uma borboleta...
Quanto ao último, "Lágrima, gota lágrima (ou:todas despedidas do mundo)", não é preciso referir muito, são os meus ultimos dias contigo, muito tristes e ao mesmo tempo muito felizes, os momentos em que aproveitava os ultimos segundos contigo, os momento em que soube mesmo sentir o verdadeiro valor da amizade e só te tenho tudo a agradecer...
Página 37
"ser SER
Seja ruído
seja beijo
seja voo
seja andorinha
seja lago
seja pacatez de árvore
seja aterrizagem de borboleta
seja mármore de elefante
seja alma de gaivota
seja luz num olhar
seja um cardume de tardes
e grite: JÁ SOU"
Página 38 e 39
"Para vivenciar nadas
borboleta é um ser irrequieto.
para vestes usa pólen.
tem um cheiro colorido
e babas de amizade.
descola por ventos
e facilmente aterriza em sonhos.
borboleta tem correspondência directa
com a palavra alma.
para existir usa liberdades.
desconhece o som da tristeza
embora saiba afogá-la.
usa com afinidades
o palco da natureza.
nega maquilhagens isentas
de materiais cósmicos. como digo:
pó-de-lua, lápis solar
castanho-raiz, cinzento-nuvem.
borboleta dispôe de intimidades
com arcos íris
a ponto de cócegas mútuas.
para beijar amigs e vidas ela usa olhos.
borboleta é um ser
de misteriosos nadas."
Página 40
"Lágrima, gota lágrima
(ou: todas as despedidas do mundo)
lágrima
é uma sensação que escorrega.
mundo está seco de coisas e trans-sensações
assim a lágrima presta-se
a desressequir o mundo.
porque:
mundo está duro;
mundo está pedinchar molhadezas
que só amor tem num bolso;
mundo está ainda grande e
tão pequenino já.
lágrima, afinal,
é uma carinhosa correcção do mundo
e tem pontes com a amizade.
porque:
sinónimo sincero de amizade
é celebração.
assim mesmo, ela, húmida. bem húmida."
( guardei-as entre as páginas do livro " a cidade dos deuses selvagens", Isabell Allende, que agora estou de novo a ler, e servem de marcador para o nosso livro XD)
http://olhares.aeiou.pt/lagrimahumida_foto3169291.html
ResponderEliminarPoema plagiado por maria emilia matos loureiro no site Olhares.
Hoje pensei em ti mais que nunca. Custa muito, porque hoje foi um dia em que me lembrei de pequenos pormenores, nossos. Porque se estivesses lá na cidade azul e amarela eu teria menos medo, eu consigo ultrapassar tudo do teu lado. A saudade é como um comboio muito distante...demora muito tempo a chegar mas, quando chega todo o peso das carruagens saudosas atropelam e hoje esse comboio chesou à minha paragem. A borboleta nasce do Sol como diz um desenhador de palavras que conheço, e assim tu nasces do Sol, és luz minha Borboleta.
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