Detesto a procura
Mas procuro sem brilhar
E troco o passo
De toda a cura
Que me fiz pensar
De todo o espaço
E toda a loucura
Que não quis pisar!
Até a batida,
É solta e demente,
Leve, agressiva,
Leve, agressiva,
Nervosa e desenxabida
Num dormente
Surto de fumo
Onde na paz invadida,
Se perde o pé ausente
E algum rumo...
Nem as palmas
Nem a euforia
Me faz ver,
Se tens alma sequer
Só um pouco de alegria
Do cansaço
De quem não sabe o que quer...
Aceito um voo escasso
Porque talvez mais,
Ou nada
Ou nada
daquilo que aparece
Alguns ventos digitais
Mas sou eu quem nada
Ou tento...
E ás vezes são demais
Quem vai desatento
Aos meus ideais
Quem vai ao relento
Dos perigos reais...
E enche de prazer
Toda a minha asa
De viver e fazer
Soldar letras e frases
E tudo o que encolher
É melhor casa
Que estas fases
Que vim escolher
Apesar da sua graça
São frutos ácidos
Que não quero colher
E debaixo da ácida couraça
São os pedidos
Que temo saber...
21/1/10
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