E os seus olhos de bailarina
Tornam a encher e seduzir
Aos poucos...
Todo o pátio que se inclina
Sobre um sapato a partir
De olhares roucos...
Então, todo um baile
Se devolve
Todo um xaile
Cai ao chão
Todo o encanto,
Se descobre
Todo o salão
Em cada canto
Deixa de ser lata e cobre,
Deixa de ser chão e madeira
Para ser razão,
Ouro e brincadeira...
17/1/10
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