Voltei a sentir-me assim,
Com inspiração,
E um pouco de mim,
E de passos com razão.
Voltei a ter,
Um sorriso sem fim
Passeando pelos corredores
E mostrando ao anoitecer
E a todos os rumores,
Do pôr do sol e da lua,
Porque antes de crescer;
Depois e antes de dores;
E na tua alma nua,
Havia o sorriso a nascer.
Tudo no seu rebelde cachimbo
Onde pousava o tesouro
Das mãos que carrega
E com cuidado carimbo
O peso do teu ouro
Na bagagem sem rega
Onde tresanda
O cheiro...
E não pára nem anda,
Essa faísca de esqueiro.
Janeiro/2010
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