É mais um dia,
Em que acorda a mesma rotina,
Começa a procura
De um resto de magia,
Uma nova figura
Ergue-se na mesma imagem
Do mesmo céu e a mesma rua,
Sigo em frente, SÓ de passagem,
Procurando não ser
Só mais uma alma nua.
Quando irei viver,
Sem ser só um objecto?
Quando irei permanecer,
Sem estar no passo de um meio?
Haverá percurso recto
Onde o desejo é o próprio fim
De um recreio
Onde há brilho sem projecto?
E sigo de passagem,
Só mais um dia...
Outra vez o primeiro,
Hoje... Amanhã... até alguma paragem!
Onde está o segundo derradeiro?
Sigo, entre ruas sem nome,
Jardins de muitos donos,
Onde às vezes tem flores,
Às vezes há vento,
Às vezes há mar,
Há distintos odores
Trazem norte no relento
Onde é dificil embarcar...
quinta-feira, 29 de outubro de 2009
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Caramba..era só de passagem. O que eu dava para que aqui estivesses..Digamos que as ruas andam sobrelotadas, as ruas andam chateadas. Que hei-de fazer? Que hei-de escrever? Sei lá, sei lá. Mas olha também continuo a ver o que vês, sempre.
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